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Mercosul-UE: 543 produtos puxam ganho imediato nas exportações brasileiras; veja itens
Publicado 04/05/2026 • 14:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 04/05/2026 • 14:00 | Atualizado há 1 hora
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Mercosul-UE: 543 produtos puxam ganho imediato nas exportações brasileiras; veja itens
O acordo comercial entre Mercosul-UE entrou em vigor na última sexta-feira (1º), marcando o início de uma nova fase nas relações econômicas entre os blocos.
A medida começa a valer de forma prática com redução e eliminação de tarifas e deve impulsionar as exportações brasileiras já nos próximos meses.
A expectativa é de ganho de até US$ 1 bilhão em vendas externas ao longo de 12 meses, segundo estimativa da ApexBrasil.
Leia também: Acordo Mercosul-UE entra em vigor com baixa chance de reversão jurídica, diz consultor
O impacto inicial do acordo deve se concentrar em um grupo específico de mercadorias. Ao todo, 543 produtos brasileiros foram identificados com maior potencial de crescimento imediato nas exportações para o mercado europeu.
Esses itens fazem parte de um universo maior, que reúne cerca de 5 mil produtos beneficiados com algum nível de redução tarifária.
Os dados da ApexBrasil mostram que o avanço inicial das exportações brasileiras para a União Europeia deve ser puxado, principalmente, por setores industriais.
Entre eles, ganham destaque máquinas e equipamentos, transporte, obras diversas, artigos manufaturados e produtos químicos, que combinam demanda elevada no mercado europeu com redução imediata ou acelerada de tarifas.
No segmento de máquinas e equipamentos, o potencial de crescimento aparece ligado à baixa participação atual do Brasil nas importações europeias.
Itens como motores para geração de energia, motores de pistão e geradores elétricos entram com tarifa zerada já no início do acordo. Mesmo com presença ainda limitada, que varia entre cerca de 1,4% e 2,8%, a competitividade brasileira abre espaço para expansão rápida nesse mercado.
O setor de transporte também surge como estratégico. A exportação de aviões e outros veículos aéreos já tem presença relevante na Europa, com participação de 5,7%.
A redução tarifária prevista ao longo dos próximos anos tende a fortalecer ainda mais esse posicionamento, ampliando contratos e consolidando o Brasil como fornecedor importante nesse segmento.
Em obras diversas, o crescimento deve vir da combinação entre grande consumo europeu e participação ainda pequena do Brasil.
Produtos como calçados, óculos de sol e joias têm presença inferior a 2% nas importações da União Europeia.
Com a redução de tarifas, especialmente no caso dos calçados, o setor ganha condições de ampliar competitividade e conquistar novos mercados.
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| Produto | Situação Tarifária | Participação do Brasil nas importações da UE |
|---|---|---|
| Sementes para semeadura | Tarifa reduzida | 2,7% |
| Farinha de soja | Tarifa reduzida | 2,7% |
| Pimentas | Tarifa reduzida | 6,4% |
| Leveduras | Tarifa reduzida | 6,4% |
| Óleo de milho bruto | Tarifa reduzida | 4,5% |
| Carne bovina | Cotas com tarifa reduzida | 19,1% |
| Carne de aves | Cotas com tarifa zero | 24,2% |
| Carne suína | Cotas com tarifa reduzida | 1,4% |
| Mel natural | Cota com tarifa zero | 2,1% |
| Café solúvel | Redução em até 4 anos | 9,9% |
| Frutas (abacate, limão, melão, uva, maçã) | Tarifa zerada | Não especificado |
Os artigos manufaturados também aparecem como um dos pilares desse movimento. Couros, peles, embalagens de madeira e ferramentas industriais já têm participação um pouco mais elevada, em torno de 4,1%.
A redução de barreiras tende a impulsionar ainda mais esses produtos, principalmente pela tradição exportadora brasileira nesses segmentos.
Já os produtos químicos se destacam por apresentarem uma das maiores participações atuais do Brasil nas compras europeias. Itens como óleos essenciais cítricos e amálgamas de metais preciosos chegam a 10,8% de participação.
Com a queda de tarifas, esse setor deve avançar de forma mais consistente, ampliando presença em um mercado já parcialmente consolidado.
Nesta primeira etapa, aproximadamente 54% dos produtos exportados pelos países do Mercosul passam a entrar na União Europeia com tarifa zero. Isso reduz custos e aumenta a competitividade dos produtos brasileiros frente a outros fornecedores internacionais.
Do lado europeu, o movimento ocorre de forma mais gradual. Apenas cerca de 10% dos produtos exportados para o Mercosul recebem o mesmo benefício neste início, o que cria uma vantagem inicial para os países sul-americanos.
A diferença no ritmo de abertura é vista como uma oportunidade para ampliar a presença de produtos brasileiros em um dos maiores mercados consumidores do mundo.
A União Europeia representa um mercado de grande porte, com economia estimada em cerca de US$ 20 trilhões e volume anual de importações que gira em torno de US$ 7 trilhões.
Desse total, mais de US$ 3,4 trilhões são compras feitas fora do bloco, o que indica espaço relevante para expansão das exportações brasileiras.
Com a redução de tarifas, produtos nacionais passam a competir em condições mais favoráveis, especialmente em setores já consolidados no comércio exterior.
Os efeitos mais imediatos do acordo tendem a ser percebidos pelas empresas exportadoras. A redução de custos e a simplificação de acesso ao mercado europeu devem acelerar negociações e ampliar contratos.
Para os consumidores, tanto no Brasil quanto na Europa, as mudanças devem ocorrer de forma gradual. A expectativa é que os preços e a oferta de produtos se ajustem ao longo do tempo, conforme o fluxo comercial entre os blocos se intensifica.
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O acordo Mercosul-UE abre, assim, uma janela importante para o comércio brasileiro, com ganhos iniciais concentrados em setores estratégicos e possibilidade de expansão mais ampla nos próximos anos.
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