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AIE vê poucas chances de normalização do mercado de petróleo em 2027
Publicado 20/10/2026 • 12:35 | Atualizado há 53 minutos
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Publicado 20/10/2026 • 12:35 | Atualizado há 53 minutos
KEY POINTS
Fatih Birol, Chefe da AIE.
O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou nesta terça-feira (20) que há poucas chances de o mercado de petróleo voltar à normalidade no próximo ano, enquanto a guerra em andamento no Oriente Médio mantém os preços elevados.
“Pessoalmente, não vejo nenhum caminho plausível para que 2027 seja um ano de normalização”, afirmou Fatih Birol durante uma conferência organizada pelo Financial Times. Ele se referia às interrupções no fornecimento de petróleo do Golfo Pérsico provocadas pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em fevereiro.
Leia também: AIE acelera liberação de 100 milhões de barris de petróleo
A guerra desencadeada pelos ataques levou os preços do petróleo a ultrapassar US$ 100 por barril, ante menos de US$ 70 antes do início das hostilidades. Os danos às refinarias do Golfo também contribuíram para levar os preços do diesel a níveis recordes.
Em resposta à crise, a AIE organizou a liberação de até 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas mantidas pelos países-membros. Birol afirmou que novas liberações poderão ocorrer caso sejam consideradas necessárias.
O Irã prometeu assumir o controle do transporte de petroleiros pelo Estreito de Ormuz. A ameaça elevou os custos dos seguros de transporte marítimo, embora os fluxos de petróleo pela região tenham, segundo relatos, voltado aos níveis anteriores à guerra nas últimas semanas.
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Siga o Times | CNBC“Se houver uma crise simultânea no Oriente Médio, não posso descartar que nossos governos avaliem outras opções”, disse Birol durante a conferência sobre transição energética do Financial Times.
Leia também: Petróleo: AIE prevê queda na demanda de 1,6 milhão de barris/dia por conflito no Oriente Médio; Brent cai a US$ 88
“É um volume expressivo, 400 milhões de barris, mas representa apenas 20% do petróleo que temos – os outros 80% continuam disponíveis”, afirmou.
Birol também lamentou que a guerra no Oriente Médio tenha desviado a atenção dos riscos das mudanças climáticas, apesar das confirmações científicas de que a queima de combustíveis fósseis é uma das causas diretas do aquecimento global.
“As mudanças climáticas estão perdendo espaço na agenda política internacional, apesar do número, da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos”, disse.
“Em um mundo normal, haveria mais interesse no assunto, mas a atenção está diminuindo”, acrescentou.
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