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Após derrota nas tarifas, Trump encara Congresso e faz balanço do governo
Publicado 22/02/2026 • 07:30 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 22/02/2026 • 07:30 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Evelyn Hockstein/Reuters
Donald Trump, presidente dos EUA
Após um ano governando sem obstáculos, um Donald Trump abalado pelas revogações de suas tarifas pela Suprema Corte, pela queda de sua popularidade devido à ofensiva migratória e pelas crescentes preocupações com a economia, discursará no Congresso na terça-feira (24).
Ele fará seu primeiro “Discurso sobre o Estado da União”, um momento solene na vida americana, durante o qual o presidente deverá fazer um balanço e delinear suas prioridades perante os membros do Senado e da Câmara dos Representantes.
É improvável que o bilionário questione a si mesmo, mas seus alardes terão menos impacto sobre a oposição democrata e os líderes mundiais, que até agora têm sido sobrecarregados por sua agenda.
Leia também: O que vem depois de a Suprema Corte americana rejeitar as tarifas de Trump
Na sexta-feira (20), a Suprema Corte abalou a estratégia econômica e diplomática de Trump ao derrubar uma parte significativa de suas tarifas. No mesmo dia, o secretário de Comércio relatou uma desaceleração na economia dos Estados Unidos no último trimestre de 2025.
Enquanto isso, pesquisas mostram um crescente descontentamento com o custo de vida, assim como com os métodos autoritários usados pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) contra imigrantes em situação irregular.
Até agora, a estratégia de Trump em relação à inflação tem sido assegurar que tudo ficará bem.
“Eu tornei as coisas acessíveis”, declarou o presidente na quinta-feira durante um discurso no estado da Geórgia, no sul do país.
Mas “as pessoas sabem o quanto estão gastando”, disse Todd Belt, professor de ciência política da Universidade George Washington, à AFP. Os eleitores “realmente se ressentem de ouvir algo que sabem que não é verdade”, acrescentou.
Isso se aplica tanto ao custo de vida quanto à repressão aos imigrantes, que muitos americanos acreditavam erroneamente que se concentraria na deportação de criminosos violentos.
Os eleitores têm demonstrado extrema sensibilidade às questões econômicas, o que contribuiu para a derrota do antecessor de Trump, Joe Biden, mas agora ameaça os republicanos.
Nas eleições de meio de mandato de novembro, a Câmara dos Representantes e um terço do Senado estarão em disputa. Trump já alertou que, se os democratas assumirem o controle, poderiam tentar iniciar um processo de destituição contra ele.
Leia também: Brasil vai insistir no diálogo com os EUA após Trump anunciar tarifa de 15%
Nesse contexto, o geralmente bombástico Donald Trump diminuiu o tom e recuou em diversos assuntos.
Ele removeu um vídeo racista sobre Barack e Michelle Obama de sua conta na plataforma Truth Social, inicialmente defendido pela Casa branca, e o atribuiu o a um “erro” de um “funcionário” misterioso. Mas até mesmo senadores republicanos romperam com a linha partidária para criticar o presidente por sua publicação.
Ele também encerrou uma grande operação de fiscalização da imigração em Minneapolis após semanas de protestos, marcadas pelas mortes de dois cidadãos americanos pelas mãos de agentes federais.
No cenário internacional, o presidente americano abandonou suas ameaças de anexar a Groenlândia após chegar a um acordo, cujos termos permanecem vagos, durante sua visita ao Fórum de Davos.
Enquanto isso, as contestações às políticas de Trump avançam lentamente nos tribunais. Ele pode enfrentar novos reveses na economia, na imigração e em sua vasta campanha de vingança política e intimidação.
Por exemplo, um juiz bloqueou temporariamente as sanções impostas pelo Pentágono contra um senador democrata, ex-oficial militar, que havia irritado o presidente ao sugerir que os soldados “recusassem ordens ilegais”.
Outro juiz citou a Bíblia: “Então Jesus chorou”, ao ordenar a libertação de um menino de 5 anos enviado com o pai para um centro de detenção de imigrantes.
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