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Jamie Dimon diz que JPMorgan pode gastar até R$ 101 bilhões em aquisições

Publicado 27/05/2026 • 19:39 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • CEO do JPMorgan afirmou que banco monitora oportunidades de compra nos próximos anos.
  • Dimon disse que aquisições não substituem crescimento orgânico e criticou executivos que dependem demais de M&A.
  • Qualquer alvo precisará se integrar às operações e à cultura do JPMorgan, segundo o executivo.

O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, afirmou nesta quarta-feira (27) que o banco poderá gastar até US$ 20 bilhões (R$ 101 bilhões) em uma aquisição nos próximos anos.

Segundo Dimon, uma operação desse porte seria a maior de seus 20 anos no comando do banco e também colocaria à prova a disposição dos reguladores dos Estados Unidos em permitir maior consolidação entre os maiores bancos do país.

Acho que podem surgir oportunidades e estamos atentos a isso”, afirmou o executivo durante conferência financeira em Nova York.

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Dimon disse ainda que o banco pode ter “a chance de investir US$ 10 bilhões (R$ 50,7 bilhões) ou US$ 20 bilhões (R$ 101,4 bilhões) comprando alguma coisa” nos próximos anos.

Crescimento orgânico

Apesar da sinalização sobre possíveis aquisições, Dimon ressaltou que vê operações de fusões e aquisições mais como uma ferramenta de último recurso do que como estratégia principal de crescimento.

O executivo criticou empresas que recorrem excessivamente a negociações de M&A para compensar crescimento fraco dos negócios.

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Quando o crescimento orgânico não vai bem, a primeira coisa que muitos executivos fazem é começar a falar sobre fusões e aquisições”, afirmou.

Dimon disse que prefere foco em expansão operacional, tecnologia, produtos e lucratividade.

O que vocês estão fazendo para crescer o negócio – vendas, agências, tecnologia, lucros, produtos e serviços?”, questionou.

Critérios para aquisições

Segundo o CEO, qualquer empresa adquirida precisará se integrar de forma eficiente às operações atuais do JPMorgan e estar alinhada à cultura da instituição.

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Ele afirmou ainda que eventuais aquisições devem fortalecer negócios centrais do banco, e não funcionar como unidades isoladas. “Não pode ser apenas uma ideia fantasiosa”, ressaltou.

Nos últimos anos, o JPMorgan expandiu suas operações principalmente de forma orgânica, com exceção da compra do First Republic Bank em 2023, operação apoiada pela FDIC.

O banco pagou US$ 10,6 bilhões (R$ 53,7 bilhões) ao regulador como parte daquela transação.

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Histórico de aquisições

Sob o comando de Dimon, as aquisições mais relevantes do JPMorgan ocorreram principalmente durante períodos de crise financeira.

Entre elas estão as compras do First Republic, do Bear Stearns e das operações de varejo do Washington Mutual.

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O banco também adquiriu diversas fintechs menores, mas desacelerou esse movimento após gastar US$ 175 milhões (R$ 887,3 milhões) na compra da startup estudantil Frank em 2021.

Posteriormente, descobriu-se que a empresa havia fraudado informações sobre sua base de usuários.

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