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Companhias aéreas e hotéis alertam contra ameaça do governo Trump a voos internacionais para “cidades-santuário”
Publicado 28/05/2026 • 13:10 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 28/05/2026 • 13:10 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Foto: Wikimedia Commons
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Entidades que representam as maiores companhias aéreas e redes hoteleiras dos Estados Unidos criticaram a possibilidade de o governo Trump suspender os serviços de imigração e alfândega em aeroportos localizados em “cidades-santuário”, alertando que a medida poderia ter consequências “devastadoras” para o setor.
O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, disse na noite de terça-feira, que, se “democratas da esquerda radical” não permitirem que o governo “aplique as leis federais”, então “também não deveríamos processar voos internacionais para suas cidades”.
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As declarações ocorreram pouco antes da Copa do Mundo masculina da FIFA, marcada para o próximo mês, evento que deve atrair milhões de visitantes às cidades-sede nos Estados Unidos, Canadá e México, gerando preocupação no setor de turismo.
Mullin afirmou que o governo Trump está “elaborando planos”, mas que ainda não implementou nenhuma medida. O momento em que a proposta veio à tona levanta dúvidas sobre se o governo está tentando usar seu poder de pressão para convencer cidades cujas políticas migratórias desaprova a adotarem uma postura menos flexível com imigrantes sem documentação.
A disputa em torno da imigração pode comprometer seriamente os voos internacionais para os Estados Unidos. Em agosto do ano passado, o Departamento de Justiça divulgou uma lista de estados e cidades que, segundo o governo, dificultam a aplicação das políticas migratórias americanas. Entre elas estão importantes centros internacionais de aviação, como Nova York, Newark, Boston, Chicago, San Francisco, Los Angeles, Seattle e Filadélfia.
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“A redução do efetivo da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) nos principais aeroportos teria um efeito devastador sobre os setores aéreo e turístico, causando uma significativa interrupção operacional para companhias aéreas, viajantes e o fluxo internacional de cargas”, afirmou a Airlines for America, associação do setor cujos membros incluem American Airlines, United Airlines e Delta Air Lines.
A U.S. Travel Association, que reúne companhias aéreas e grandes redes hoteleiras como Hilton e Marriott, afirmou que Mullin confirmou em reunião com o grupo que o governo está considerando retirar agentes da CBP dos aeroportos.
A entidade também alertou que a medida teria “consequências devastadoras para a indústria de viagens e para comunidades que dependem do turismo internacional”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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