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Banco da Inglaterra vê desaceleração econômica e sinaliza cautela com juros diante de tensão no Oriente Médio

Publicado 20/05/2026 • 16:39 | Atualizado há 16 minutos

KEY POINTS

  • Bailey disse que o aperto recente das condições financeiras deu “algum tempo” ao banco central para avaliar novos movimentos nos juros, após o mercado reduzir apostas em cortes de taxas.
  • Integrantes do Comitê de Política Monetária alertaram para riscos persistentes de inflação, especialmente ligados a reajustes salariais e possíveis efeitos prolongados de choques externos sobre preços em 2026 e 2027.
  • A vice-presidente do BoE para estabilidade financeira, Sarah Breeden, afirmou que um conflito prolongado no Oriente Médio pode exigir respostas rápidas e mais duras da política monetária britânica.
Imagem de arquivo. Entrevista de Andrew Bailey para a CNBC.

Reprodução/Youtube/CNBC

Imagem de arquivo. Entrevista de Andrew Bailey para a CNBC.

O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, em inglês), Andrew Bailey, afirmou que o BC britânico possui um cenário de desaceleração para o crescimento e o mercado de trabalho em decorrência das consequências econômicas do conflito no Oriente Médio, em testemunho no Comitê do Tesouro do Reino Unido nesta quarta-feira (20).

Segundo ele, diante do ambiente, o aperto no mercado financeiro fornece “algum tempo” para as autoridades avaliarem se devem aumentar as taxas de juros. “A eliminação das expectativas de cortes nos juros tornou a política monetária mais rigorosa”, detalhou.

Também sinalizando cautela, a integrante do Comitê de Política Monetária do BoE Catherine Mann avaliou que uma “política ativista” significa que a possibilidade de manter a atual posição dos juros por mais tempo. Por outro lado, ela disse que a inflação do segundo semestre é fundamental para os reajustes salariais e alertou que se preocupa com a possibilidade de uma inflação elevada no final de 2026 se refletir nos acordos salariais de 2027. Em termos do mercado de trabalho, ela ponderou que a desaceleração do setor “não é generalizada”.

Sobre inflação, Bailey disse que não acredita que as expectativas estejam desancoradas, mas mencionou que observa uma redução gradual e contínua nos acordos salariais do setor privado. Na ocasião, ele apoiou o a abordagem do governo britânico de “ter em mente” que o custo de grandes medidas fiscais acaba por recair sobre os cidadãos e destacou que o congelamento do imposto sobre combustíveis pode ser relevante para as expectativas de inflação das famílias britânicas. Para o presidente do BoE, é difícil prever com precisão os preços futuros dos alimentos.

A integrante externa do MPC do BoE Swati Dhingra reiterou que há muita incerteza nas condições e destacou que a economia britânica está “muito fraca” para qualquer boom no consumo. No testemunho, ela afirmou que parece haver “restrições suficientes” para evitar um aperto monetário caso o “Cenário B” do BC se concretize, sem entrar em detalhes.

No mesmo sentido, a vice-presidente para Estabilidade Financeira do BoE, Sarah Breeden, alertou que é preciso estar alerta para “maiores choques” na economia. “A política está apertada a partir de um nível já restritivo. Se parecer que estamos caminhando para um conflito prolongado no Oriente Médio, com efeitos de segunda ordem pronunciados, precisaremos agir rapidamente e, possivelmente, com firmeza”, defendeu.

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