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Bolsas da Europa encerram pregão perto da estabilidade com investidores atentos ao Oriente Médio

Publicado 13/07/2026 • 14:58 | Atualizado há 6 horas

KEY POINTS

  • Bolsas europeias fecham próximas da estabilidade com investidores avaliando os impactos da escalada das tensões entre EUA e Irã e o avanço do petróleo.
  • Ações do setor de energia lideram os ganhos, impulsionadas pela alta do Brent e pelos temores de possíveis restrições no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
  • Empresas aéreas e de tecnologia pressionam os índices europeus, com preocupações sobre custos de combustível e queda de ações ligadas a semicondutores.
Bolsas da Europa.

Pixabay

As bolsas europeias encerraram o pregão desta segunda-feira (13) próximas da estabilidade, com predominância de leves altas, em meio ao aumento da cautela dos investidores diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O avanço do petróleo impulsionou ações de empresas de energia, mas o desempenho negativo de companhias aéreas e do setor de tecnologia limitou a valorização dos principais índices.

O mercado também acompanhou o início da temporada de resultados corporativos nos Estados Unidos, enquanto avaliava os impactos econômicos de uma possível interrupção no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de energia.

Em Londres, o índice FTSE 100 avançou 0,01%, aos 10.498,29 pontos. O DAX, de Frankfurt, subiu 0,08%, para 25.087,18 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, teve alta de 0,31%, aos 8.364,65 pontos. Em Milão, o FTSE MIB ganhou 0,37%, chegando a 52.809,35 pontos. Já o Ibex 35, de Madri, recuou 0,31%, para 19.325,50 pontos, e o PSI 20, de Lisboa, avançou 0,30%, aos 9.133,82 pontos. Os dados são preliminares.

A nova rodada de tensão entre Washington e Teerã manteve os investidores atentos ao mercado de energia. A possibilidade de novas restrições ao fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, após declarações de Donald Trump sobre a criação de uma cobrança para a passagem pelo local, elevou os receios sobre oferta global e inflação.

Segundo análises do ING, o agravamento do conflito aumenta o risco de pressão sobre os preços de energia e sobre a inflação. O Commerzbank também avaliou que o cenário amplia a preocupação com o mercado de títulos europeus.

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O setor de petróleo e gás foi destaque positivo, com avanço superior a 2%, acompanhando a valorização do Brent. Entre as empresas que registraram ganhos estiveram Shell (+2,2%), BP (+4,1%), TotalEnergies (+2,8%) e Eni (+3,3%).

Na Alemanha, a Rheinmetall caiu 2,8% após anunciar um contrato próximo de 1 bilhão de euros para fornecer sistemas de treinamento ao Exército britânico. Já a Akzo Nobel avançou 0,5% após confirmar uma proposta de 7,5 bilhões de euros da japonesa Nippon Paint por sua divisão de tintas decorativas.

Entre os setores pressionados, as ações de tecnologia recuaram 0,5%, acompanhando a queda de empresas ligadas a semicondutores na Ásia. A ASML caiu 1,7%, a ASM International recuou 2,1%, a Infineon perdeu 2,9% e a STMicroelectronics caiu 0,9%.

As companhias aéreas também sofreram impacto do avanço do petróleo e dos temores relacionados ao Oriente Médio. Lufthansa (-3,8%), Air France-KLM (-3,3%), IAG (-2,3%), Wizz Air (-4,2%) e Ryanair (-2,2%) fecharam em queda.

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