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FIEMG alerta para impactos da nova crise em Ormuz sobre indústria e comércio exterior
Publicado 13/07/2026 • 18:30 | Atualizado há 2 horas
Publicado 13/07/2026 • 18:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) manifestou preocupação com a retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã, afirmando que a nova escalada no Estreito de Ormuz aumenta a incerteza para o comércio internacional e pode pressionar os custos da indústria brasileira.
Segundo a entidade, o agravamento do cenário foi impulsionado pelo anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de restabelecer o bloqueio naval a embarcações iranianas e cobrar uma tarifa de 20% sobre cargas transportadas pelo Estreito de Ormuz como forma de custear as operações de segurança conduzidas pelos americanos na região.
Em resposta, o governo do Irã rejeitou qualquer tentativa de interferência dos Estados Unidos sobre a rota marítima e ameaçou retaliar embarcações e países do Golfo que colaborarem com Washington.
Na avaliação da FIEMG, a retomada do confronto interrompe as expectativas de normalização geradas pelo acordo firmado entre os dois países em 17 de junho, que previa uma trégua de 60 dias para negociações e a retomada gradual da navegação na região.
A entidade alerta que o aumento das tensões pode provocar efeitos sobre os preços de combustíveis, energia e insumos estratégicos, além de pressionar fretes marítimos, seguros e custos logísticos em diferentes cadeias produtivas.
Segundo a federação, mesmo que as medidas anunciadas pelos Estados Unidos ainda dependam de definições operacionais, a percepção de risco tende a ser rapidamente incorporada aos contratos de transporte internacional.
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Siga o Times | CNBCLeia também: Trump se autonomeia ‘guardião de Ormuz’, diz que irá cobrar pedágio de 20% e bloquear somente navios iranianos
Levantamento do Centro Internacional de Negócios da FIEMG, com base em dados do Comex Stat, mostra que o comércio brasileiro com oito países do Oriente Médio somou US$ 1,04 bilhão (R$ 5,36 bilhões) em maio de 2026, o menor valor mensal desde janeiro de 2021.
Em Minas Gerais, entre março e maio deste ano, as exportações para esses mercados caíram 44% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto as importações recuaram 71%. Entre os produtos mais impactados estão o minério de ferro e o enxofre, matéria-prima utilizada na fabricação de fertilizantes. O preço médio das importações mineiras de enxofre aumentou cerca de 185% em maio na comparação anual.
Leia também: EUA e Irã trocam ataques e agravam crise no Estreito de Ormuz
A FIEMG informou que acompanha a evolução do conflito e orienta as empresas a monitorarem continuamente as condições de transporte, os contratos de seguro, os prazos de entrega e os preços dos insumos importados. A entidade também reforça a importância de ampliar a diversificação de mercados, fornecedores e rotas logísticas para reduzir a exposição aos riscos geopolíticos.
Segundo a federação, caso a instabilidade no Estreito de Ormuz persista, a recuperação dos fluxos comerciais observada após o anúncio da trégua poderá ser comprometida, elevando os custos de transporte e produção e reduzindo a competitividade da indústria brasileira.
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