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‘Brasil vai liderar multilateralismo climático até novembro’, diz especialista
Publicado 07/01/2026 • 19:12 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 07/01/2026 • 19:12 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
A transição do ciclo diplomático para a execução prática das metas ambientais define o início do calendário econômico em 2026. Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Tatiana Sasson, head de impacto da Light Rock, destacou que o ano é marcado por um “otimismo cauteloso”, onde o desafio central é transformar as discussões da COP30 em resultados tangíveis.
Para a especialista, o momento exige “colher os frutos do que vem sendo discutido” em termos de financiamento climático, com destaque para a alocação de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 27 bilhões, na cotação atual) já destinados a programas de florestas tropicais.
O Brasil assume um protagonismo inédito em 2026 ao manter a presidência da COP até a cúpula na Turquia, prevista para novembro. Sasson reforça que o país atuará como o “líder do multilateralismo”, tendo a responsabilidade de mediar o mapa do caminho para a substituição de fontes fósseis.
Internamente, a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões e da Lei de Taxonomia Sustentável deve acelerar a entrada de capital estrangeiro.
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“O Brasil terá um papel super relevante de mostrar para o mundo o que vai ser esse impacto”, afirmou Tatiana, ressaltando que o país servirá de vitrine de investimentos em soluções baseadas na natureza.
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Siga o Times | CNBC“A COP em Belém marcou a posse do Brasil. Ao longo de todo esse ano, quem vai liderar essas discussões é o Brasil. O país terá um papel super relevante de mostrar o exemplo que vamos criar aqui em casa para ser seguido por outras nações, atraindo mais oportunidades de investimento através de nossas iniciativas regulatórias”, continuou.
A questão da segurança energética voltou ao centro do debate com a retomada da exploração petrolífera na Venezuela, que exige um Capex de US$ 10 bilhões (R$ 54 bilhões) para patamares expressivos.
Segundo Sasson, este valor representa “o dobro do que as petroleiras fizeram no ano passado” e evidencia a estratégia dos Estados Unidos de “dobrar a aposta em combustíveis fósseis”. Em contrapartida, a China responde como o maior player de carros elétricos e painéis solares, utilizando a agenda verde como motor de exportação.
“Vemos esse antagonismo entre as duas maiores potências”, concluiu a executiva, sinalizando que a eficiência do petróleo ainda impõe dificuldades para uma transição trivial em países com matrizes menos limpas que a brasileira.
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