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Candidatos ao Fed, Miran e Bullard dizem que tarifas de Trump não causam inflação
Publicado 12/08/2025 • 20:49 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 12/08/2025 • 20:49 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
EVAN VUCCI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A possibilidade de negociações entre os Estados Unidos e o Irã ainda é incerta, e sem qualquer sinal de arrefecimento nas agressões mútuas.
Stephen Miran e James Bullard, ambos economistas cotados para assumir cargos no Federal Reserve (Fed), afirmaram nesta terça-feira (12) que não veem relação entre tarifas e inflação, uma opinião alinhada com o desejo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o banco central reduza os juros.
Trump indicou Miran para ocupar os últimos meses do mandato da ex-governadora Adriana Kugler, que deixou o cargo na sexta-feira passada (8). Já o nome de Bullard apareceu em reportagens nesta semana como um dos pelo menos seis cotados a ocupar o posto de Jerome Powell, atual presidente do Fed, quando o mandato dele terminar em maio do ano que vem. Bullard também já presidiu o Fed de St. Louis.
Nenhum dos dois se comprometeu sobre como votaria em relação à taxa de juros. Mesmo assim, elogiaram a agenda de crescimento econômico de Trump e fizeram comentários alinhados à posição do presidente de que a inflação não é um problema.
“Simplesmente continua não havendo qualquer evidência de inflação causada por tarifas”, disse Miran, presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca. “Muita gente previa o pior, mas não foi isso que aconteceu, e continua não sendo.”
As declarações vieram após o Departamento de Estatísticas do Trabalho divulgar que a inflação pelo índice de preços ao consumidor ficou em 2,7% em julho, ainda acima da meta de 2% do Fed, mas levemente abaixo das expectativas de Wall Street.
Bullard afirmou que os dados continuam mostrando que as tarifas agressivas de Trump não provocaram inflação. Ele previu que o Comitê Federal de Mercado Aberto deve começar a cortar os juros em setembro e que provavelmente vai reduzir em um ponto percentual a taxa básica nos próximos 12 meses, o que, segundo ele, deixaria a taxa “próxima” do nível neutro.
“O comitê parou o programa de cortes nos juros quando a questão das tarifas surgiu há seis meses, e agora já temos seis meses de evidências”, disse. “Sinceramente, não acho que tarifas causem inflação. Impostos não causam inflação. O que os dados mostram são efeitos bem limitados, com aumentos pontuais no nível de preços.”
Tanto Miran quanto Bullard também ressaltaram a importância da independência do Fed, tema que tem sido colocado à prova nos dois mandatos de Trump, já que o presidente critica publicamente os dirigentes por não reduzirem os juros. Após a divulgação do dado do índice de preços ao consumidor, Trump voltou à rede Truth Social para atacar Powell e cobrar mais afrouxamento. O presidente defende um corte de 3 pontos percentuais na taxa.
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“O estrago que [Powell] causou por sempre agir tarde demais é incalculável”, escreveu Trump. “Felizmente, a economia está tão forte que conseguimos superar Powell e o Conselho acomodado.” Bullard afirmou que Trump “tem direito à sua opinião”.
“Ele tem muita experiência no mercado imobiliário. Sabe que a regra é pegar dinheiro emprestado pelo menor juro possível”, disse Bullard. “Está certo ele, cada um tem sua opinião, mas, olha, se você não quer ouvir opiniões, provavelmente está no emprego errado.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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