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Corrida de US$ 100 bilhões quer transformar cidade em novo polo dos esportes

Publicado 13/09/2026 • 11:00 | Atualizado há 32 minutos

KEY POINTS

  • Cidades com grande estrutura buscam utilizar o esporte como atrativo.
  • Grandes eventos e times consolidados fazem parte da estratégia para receber turistas de todo o mundo.
  • Eventos como NFL, NBA, Fórmula 1 e Olimpíadas exigem uma estrutura mais moderna.
Estádio

Foto: AFP

Corrida de US$ 100 bilhões quer transformar cidade em novo polo dos esportes

O esporte passou a ocupar um espaço maior nas estratégias de desenvolvimento urbano. Estádios e arenas deixaram de funcionar apenas como locais focados no esporte e passaram a oferecer projetos que misturam turismo, entretenimento, comércio e novos empreendimentos.

Essa mudança criou uma disputa entre grandes cidades para atrair eventos, equipes, investimentos privados e visitantes ao longo de todo o ano, de acordo com a CNBC.

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Projetos esportivos

Um relatório do Klutch Sports Group, em parceria com o Royal Bank of Canada, estima que distritos esportivos de uso variado podem movimentar mais de US$ 100 bilhões em investimentos nos próximos 15 anos, cerca de R$ 509,4 bilhões.

A estratégia inclui restaurantes, hotéis, áreas comerciais e atrações próximas aos estádios. A ideia é ampliar o tempo e o dinheiro que o visitante deixa na cidade, em vez de concentrar toda a experiência apenas no dia do jogo.

Las Vegas e a atração turística

Las Vegas aparece como um dos exemplos mais fortes dessa mudança atualmente. Em menos de uma década, a cidade recebeu franquias da NHL, WNBA e NFL, além de avançar para a chegada de uma equipe da MLB.

A agenda da cidade também inclui Super Bowls, eventos universitários e Fórmula 1. Com cerca de 150 mil quartos de hotel, apostas esportivas e atrações como o Sphere, Las Vegas combina esporte e entretenimento para ampliar o fluxo turístico.

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Las Vegas reúne franquias

Los Angeles também faz parte de uma estrutura esportiva já consolidada. As franquias das cinco principais ligas masculinas dos Estados Unidos somam cerca de US$ 57 bilhões em valor (R$ 290,3 bilhões), atrás apenas dos US$ 59 bilhões de Nova York (R$ 300,5 bilhões).

A cidade também recebeu uma sequência de grandes eventos. Entre 2022 e 2027, a agenda inclui Super Bowls, eventos da NBA e MLB, Copa do Mundo e outras competições. Além disso, a cidade também será a sede dos Jogos Olímpicos de Verão.

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Miami aposta no futebol

Miami também ganhou força com a expansão do futebol nos últimos anos. A cidade inaugurou em 2026 o Miami Freedom Park, projeto de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) que inclui o novo estádio do Inter Miami.

A chegada de Lionel Messi também ajudou a elevar as receitas do clube, que passaram de US$ 55 milhões em 2022 para US$ 215 milhões em 2025 (R$ 1 trilhão). Além disso, Miami recebeu partidas do Mundial de Clubes e da Copa do Mundo.

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Paris e Melbourne

Fora dos Estados Unidos, Paris combina esporte, turismo e entretenimento por meio de competições tradicionais como Roland Garros, Tour de France e eventos internacionais. A cidade também recebeu os Jogos Olímpicos de 2024 e mantém o Paris Saint-Germain como uma das principais marcas esportivas locais.

Já Melbourne aposta em uma infraestrutura consolidada na região. A cidade recebe o Aberto da Austrália, o futebol local e, recentemente, jogos de ligas americanas como NBA e NFL.

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Disputa além dos campeonatos

O objetivo dessas cidades não se resume apenas a ser a casa de times consolidados ou sede de grandes eventos. A nova corrida busca transformar o esporte em uma ferramenta para atrair turistas, empresas e investimentos durante todo o ano.

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta riscos, já que especialistas dizem que contratos de mídia podem crescer menos no futuro, o que reduz parte do potencial de valorização das equipes locais.

Ainda assim, a movimentação de mais de US$ 100 bilhões mostra como esporte, turismo e mercado imobiliário passaram a disputar o mesmo espaço nas estratégias das grandes cidades.

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