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Colômbia escolhe novo presidente sob tensão da segurança e disputa entre continuidade e mudança

Publicado 31/05/2026 • 15:44 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Eleição reúne 11 candidatos e ocorre em meio a alertas sobre a atuação de grupos armados ilegais e narcotraficantes em diferentes regiões do país.
  • Pesquisas apontam disputa concentrada entre o governista Iván Cepeda e os oposicionistas Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia.
  • Próximo presidente assumirá o comando de um país que ainda convive com guerrilhas, dissidências armadas e organizações criminosas ligadas ao narcotráfico e à mineração ilegal.

Milhões de colombianos vão às urnas neste domingo para escolher o sucessor do presidente Gustavo Petro em uma eleição marcada pela preocupação com a segurança pública e pelo debate sobre manter ou alterar os rumos adotados pelo atual governo. O pleito ocorre em um cenário de violência associada a grupos armados ilegais e de forte polarização entre os principais candidatos.

Ao todo, 11 candidatos disputam a Presidência, mas as pesquisas indicam uma corrida mais concentrada entre Iván Cepeda, representante do governista Pacto Histórico, e os oposicionistas Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia.

Disputa entre projetos

Entre os candidatos mais bem posicionados, Cepeda defende o aprofundamento da agenda implementada por Petro, incluindo a ampliação de programas sociais e a continuidade das reformas previdenciária e trabalhista.

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O senador também pretende seguir buscando apoio parlamentar para aprovar a controversa reforma da saúde defendida pelo atual governo.

Paloma Valencia, ligada politicamente ao ex-presidente Álvaro Uribe, e Abelardo de la Espriella propõem uma mudança de rumo na condução do país.

Ambos prometeram priorizar a austeridade estatal e reforçar o combate aos grupos armados ilegais e ao narcotráfico por meio de políticas mais rígidas de segurança.

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Debate sobre a paz

Entre os três principais concorrentes, Cepeda é o único que pretende manter a política de “paz total” lançada por Petro.

A estratégia permitiu a abertura de diálogos paralelos com diferentes grupos armados, embora o governo ainda não tenha conseguido promover seu desarmamento.

O tema da segurança permanece no centro do debate eleitoral diante da permanência de organizações ilegais atuando em diversas regiões do país.

Desafio do próximo governo

O futuro presidente assumirá o comando de uma nação que ainda convive com cerca de 27 mil insurgentes, segundo estimativas da Fundação Ideias para a Paz, centro de estudos dedicado ao conflito interno colombiano.

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Mesmo após uma década da assinatura do acordo de paz com as extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o país continua enfrentando a atuação de dissidências da antiga guerrilha.

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Além disso, permanecem ativos grupos como o Clã do Golfo e o Exército de Libertação Nacional (ELN), organizações sustentadas principalmente pelo narcotráfico e pela mineração ilegal.

Votação e apuração

Os locais de votação abrirão às 10h e encerrarão as atividades às 18h, pelo horário de Brasília. Segundo a Registraduría Nacional, cerca de 41,4 milhões de colombianos estão aptos a votar.

A contagem dos votos terá início ainda neste domingo. Os primeiros resultados terão caráter informativo e, posteriormente, passarão pelo processo oficial de verificação e apuração que confirmará o resultado da eleição.

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Observação internacional

A eleição será acompanhada por aproximadamente 1,5 mil observadores ligados a organizações e missões internacionais. Entre as entidades presentes estão o Centro Carter e a União Europeia, que atuarão no monitoramento da transparência e da regularidade do processo eleitoral.

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