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Conflito no Oriente Médio

Alta do petróleo e tensão geopolítica pressionam mercados e exigem cautela, diz especialista

Publicado 13/04/2026 • 15:20 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Petróleo acima de US$ 100 pressiona inflação e pode desacelerar economia.
  • Empresas de energia tendem a subir, enquanto outros setores sofrem com juros mais altos.
  • Diversificação e disciplina são essenciais para enfrentar volatilidade, afirma especialista.

A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e a disparada do petróleo colocam os mercados em alerta e exigem maior cautela dos investidores, segundo avaliação do especialista em finanças Hulisses Dias. Para ele, o cenário atual tende a pressionar inflação, juros e resultados das empresas.

“O petróleo está subindo 7%, acima de US$ 100 (R$ 503), e isso pressiona toda a economia”, afirmou nesta segunda-feira (13) em entrevista ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo Dias, o impacto é relevante porque o custo logístico representa entre 12% e 15% das despesas das empresas, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. “Se esse patamar se mantiver, podemos ver uma desaceleração econômica”, disse.

Impacto desigual nos setores

O especialista destaca que o movimento beneficia empresas ligadas à energia, mas prejudica o restante do mercado. “A expectativa é de alta para companhias como Petrobras, PetroRio e Brava Energia, enquanto o restante tende a cair”, afirmou.

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Isso ocorre porque a alta do petróleo alimenta a inflação e pressiona os juros. “Maior inflação significa juros mais altos, e empresas endividadas acabam tendo aumento nas despesas financeiras, o que reduz o lucro”, explicou. “Existe um cobertor curto nessa dinâmica”, acrescentou.

Estratégia em cenário adverso

Diante da volatilidade, Dias recomenda manter disciplina e coerência com o perfil do investidor. “A primeira coisa é não mudar o perfil de risco de uma hora para outra”, afirmou. Ele defende uma visão de longo prazo e vê oportunidades em momentos de queda. “É uma oportunidade de comprar empresas baratas, lucrativas e de qualidade”, disse.

Ao mesmo tempo, ele sugere cautela no timing. “Não precisa comprar uma faca caindo. É melhor esperar o mercado acalmar e voltar a uma tendência de alta”, afirmou.

Renda fixa ganha espaço

Com o cenário de juros mais elevados, a renda fixa tende a se tornar mais atrativa. “Quando há expectativa de manutenção ou alta dos juros, o ideal é se posicionar em títulos pós-fixados”, explicou. Já em um ambiente de queda, ativos pré ou híbridos podem ser mais indicados.

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Dias ressalta que a mudança recente nas expectativas pegou parte do mercado de surpresa. “Muita gente estava apostando em queda de juros e acabou sendo estopada”, disse. Ele reforça a importância de diversificação e planejamento. “Acertar o mercado de forma consistente por 10, 20 ou 30 anos é praticamente impossível”, afirmou, citando o investidor Warren Buffett.

Entender o mercado é essencial

O especialista também chama atenção para a composição do mercado brasileiro. “O índice é muito concentrado em commodities e bancos, que podem ter desempenho diferente da economia real”, explicou.

Segundo ele, movimentos recentes mostram essa dinâmica. “A gente viu Petrobras, PetroRio e Vale subindo mais de 50% em determinados períodos, enquanto outros setores não acompanharam.”

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Para Dias, a chave é consistência. “O investidor precisa ter um método e entender o porquê das decisões, sem montar uma ‘colcha de retalhos’ na carteira”, disse.

Disciplina e visão de longo prazo

Ao final, o especialista reforçou que, apesar das incertezas, o mais importante é manter estratégia. “Se você tem um plano claro, o mercado é basicamente o mesmo toda semana”, aponta.

Ele também destacou a importância de foco. “Assim como no casamento, você precisa olhar para uma estratégia e segui-la, sem se distrair com outras possibilidades”, concluiu.

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