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Conflito no Oriente Médio

EUA e Israel x Irã e Líbano: saiba o que está acontecendo no 45º dia da guerra

Publicado 13/04/2026 • 18:44 | Atualizado há 20 horas

KEY POINTS

  • Os conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã chegam ao 45º dia com uma nova escalada militar e aumento das tensões no Oriente Médio.
  • Após o fracasso das negociações de paz entre os países, as partes voltaram a intensificar ameaças e movimentações estratégicas, elevando o risco de um confronto ainda maior.
  • A decisão dos EUA de avançar com medidas mais duras marca um novo momento da guerra, enquanto o Irã responde com alertas diretos e reforços das tropas armadas em áreas estratégicas.
Bombardeios na região

Foto: EFE/EPA

EUA e Israel x Irã e Líbano: saiba o que está acontecendo no 45º dia da guerra

Os conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã chegam ao 45º dia com uma nova escalada militar e aumento das tensões no Oriente Médio. Após o fracasso das negociações de paz entre os países, as partes voltaram a intensificar ameaças e movimentações estratégicas, elevando o risco de um confronto ainda maior.

A decisão dos EUA de avançar com medidas mais duras marca um novo momento da guerra, enquanto o Irã responde com alertas diretos e reforços das tropas armadas em áreas estratégicas.

Vale lembrar que os dois países anunciaram um cessar-fogo de duas semanas e iniciaram uma tratativa para confirmar o fim da guerra, o que não aconteceu.

Leia também: Netanyahu apoia bloqueio dos EUA contra o Irã e reforça alinhamento com Trump

Intensificação após o cessar-fogo

Conforme informações publicadas pelo portal de notícias Al Jazeera, após a tentativa sem efeitos de um cessar-fogo, os países voltaram a adotar medidas que devem intensificar os conflitos no Oriente Médio.

Desde o início da guerra em fevereiro, as demais nações ao redor do mundo sofrem com uma crise energética em meio à instabilidade do Estreito de Ormuz.

Estados Unidos

Os Estados Unidos anunciaram uma nova etapa dos conflitos ao confirmar o bloqueio de todos os postos iranianos, medida que passa a valer como resposta direta ao fracasso das negociações de paz.

A decisão foi tomada após a ausência do acordo entre Washington e Teerã, mesmo depois de tentativas de cessar-fogo que envolveram a cooperação de outros países internacionais.

Bloqueio americano

Além desta medida, o governo americano também anunciou o bloqueio do próprio Estreito de Ormuz, principal e mais importante rota para o envio do petróleo.

De acordo com a publicação do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a medida comandada por Donald Trump procura pressionar o Irã, limitando a entrada ou saída de embarcações com destino ao Irã.

Além disso, confira algumas ações dos americanos que impactam diretamente os conflitos do Oriente Médio:

  • As Forças Armadas dos EUA anunciaram que bloquearão todos os portos iranianos no Golfo Pérsico nesta segunda-feira (13), assumindo efetivamente o controle do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz;
  • O Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou que a Marinha impedirá a passagem de todas as embarcações, de qualquer nacionalidade, pelo Estreito de Ormuz se estiverem navegando com destino ou origem no Irã;
  • No último domingo (12), Donald Trump afirmou que a Marinha dos EUA começará a bloquear o estreito “imediatamente” após o término das negociações de paz entre os EUA e o Irã sem um acordo;
  • O presidente dos EUA publicou nas redes sociais que as forças americanas também interceptariam todas as embarcações em águas internacionais que tivessem pago pedágio ao Irã;
  • Após as declarações do Papa Leão XIV, Trump o chamou de “fraco no combate ao crime” e “péssimo em política externa” depois que o pontífice pediu o fim da guerra contra o Irã;
  • O presidente dos EUA disse que não se importa se o Irã retomar as negociações com os Estados Unidos, após as conversas do fim de semana no Paquistão não terem resultado em um acordo.

Irã

Já por parte dos iranianos, após as declarações americanas do bloqueio do Estreito de Ormuz, o país se viu obrigado a tomar medidas de proteção.

  • Após a decisão de Donald Trump de bloquear o Estreito de Ormuz, a Guarda Revolucionária do Irã alertou que qualquer embarcação militar que se aproximar da região será considerada uma violação do cessar-fogo e enfrentará uma resposta rigorosa, destacando o risco de escalada;
  • As forças iranianas ainda afirmaram que mantêm controle total sobre o estreito e alertaram que países inimigos poderiam ser levados a um “vórtice mortal” em caso de qualquer ação considerada hostil;
  • O comandante da Marinha do Irã, Shahram Irani, classificou a ameaça de Trump como “ridícula e engraçada”. Já a TV estatal informou que os militares estão monitorando de perto todas as movimentações do que chamou de “exército americano agressivo” na região;
  • O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o país enfrentou “mudanças constantes de objetivos e bloqueios”. Ele acrescentou que “boa vontade gera boa vontade, enquanto a inimizade gera inimizade”;
  • O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que liderou as negociações recentes, afirmou que o Irã não cederá às ameaças de bloqueio. “Se houver confronto, responderemos; se houver argumentos lógicos, responderemos da mesma forma.”;
  • Ghalibaf também ironizou a situação nas redes sociais ao publicar um mapa com os preços da gasolina em Washington, sugerindo que os consumidores americanos aproveitem os valores atuais antes de uma possível alta;
  • Por fim, Mohsen Rezaee afirmou que o plano dos Estados Unidos está “fadado ao fracasso” e disse que Teerã dispõe de “instrumentos de influência ainda não explorados” para reagir.

Líbano

Além dos confrontos iniciais entre Estados Unidos e Irã, o Líbano também se mostrou presente na guerra, já que os libaneses possuem uma aliança histórica com os iranianos. Entretanto, o alvo do Líbano não são os americanos, e sim Israel, que também está presente nos conflitos.

Veja algumas ações recentes dos libaneses:

  • A imprensa estatal do Líbano relatou uma série de ataques intensos de Israel no sul do país. Segundo o Ministério da Saúde, ao menos cinco pessoas morreram, elevando o número total de vítimas fatais para 2.055;
  • A emissora israelense Canal 12 informou que um drone acionou sirenes em Metula e regiões próximas. Segundo o canal, o artefato foi interceptado, e as autoridades indicaram que já é seguro para os moradores deixarem os abrigos.
  • O Hezbollah declarou ter realizado um intenso ataque com foguetes contra o norte de Israel, classificando a ação como resposta ao que considera uma violação do acordo de cessar-fogo por parte das forças israelenses e a sucessivos ataques a vilarejos no sul do Líbano;
  • O Hezbollah afirmou ter atingido a cidade israelense de Kiryat Shmona com uma série de foguetes na madrugada desta segunda-feira (13) e o assentamento de Doviv;
  • As forças israelenses realizaram novos bombardeios no sul do Líbano. Ainda segundo o Al Jazeera, dois ataques aéreos foram registrados nas proximidades da cidade de Choukine. Também há relatos de ofensivas em Nabatieh e em Mayfadoun.
  • O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, declarou que o governo seguirá empenhado em encerrar o conflito e assegurar a retirada das forças israelenses de todo o território libanês;
  • A Força Interina das Nações Unidas no Líbano informou que um tanque israelense atingiu, em duas ocasiões, veículos da missão de paz no sul do país, região onde Israel e o Hezbollah estão em confronto desde o mês passado.

Leia também: Reunião entre Israel e Líbano em Washington pode definir o futuro do cessar-fogo com o Irã

Israel

Fechando as movimentações entre os países envolvidos nos conflitos, Israel esteve diretamente ligado às últimas guerras na região. Após o acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, o país israelense informou que adotaria as medidas contra o Irã, mas que os ataques contra o Hezbollah seguiriam da mesma forma.

Com isso:

  • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou tropas israelenses posicionadas no sul do Líbano e afirmou que o Exército neutralizou a ameaça de uma incursão do Hezbollah. Em vídeo divulgado por seu gabinete, Netanyahu declarou que “a guerra continua, inclusive dentro da zona de segurança no Líbano”.
  • Israel sustenta que o atual cessar-fogo no Oriente Médio não abrange suas ações militares no Líbano, que são direcionadas contra o Hezbollah.

Leia também: Dólar avança com tensão global e incerteza sobre bloqueio em Ormuz

Andamento dos conflitos

De forma geral, após mais de 40 dias de conflito no Oriente Médio, a expectativa se criou em cima de um possível cessar-fogo e até o fim da guerra. Apesar do anúncio positivo, as tensões entre os países parecem retornar à “normalidade”.

Além disso, o atual confronto também deve voltar as atenções ao Estreito de Ormuz, peça-chave dos conflitos entre Estados Unidos e Irã, mas que também afeta toda a economia global.

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