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Conflito no Oriente Médio

Preços do petróleo recuam com expectativa de acordo entre EUA e Irã à espera de aprovação de Trump

Publicado 28/05/2026 • 14:05 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • O Axios informou que os negociadores chegaram a um memorando de entendimento de 60 dias para estender o cessar-fogo e iniciar negociações sobre o programa nuclear do Irã.
  • O relatório surge horas depois de os EUA e o Irã terem trocado ataques militares.

Foto: Freepik

Como a crise do petróleo no Oriente Médio chega ao bolso do brasileiro?

Os preços do petróleo recuaram das máximas registradas nesta quinta-feira (28) após uma reportagem informar que negociadores dos Estados Unidos e do Irã chegaram a um acordo para estender o cessar-fogo.

Os negociadores firmaram um memorando de entendimento com duração de 60 dias para prolongar o cessar-fogo e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, disseram fontes à MS NOW. Segundo as fontes, o presidente Donald Trump ainda precisa aprovar o acordo. O site Axios foi o primeiro a divulgar a informação.

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Os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, avançavam 0,75%, para US$ 95 por barril, às 11h23 (horário de Nova York). Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia US$ 1,29, para US$ 89,97 por barril.

Os preços haviam disparado mais cedo nesta quinta-feira depois que Estados Unidos e Irã trocaram ataques militares. A Guarda Revolucionária informou ter atingido uma base aérea americana por volta das 4h50 no horário local, sem revelar a localização.

Posteriormente, o Comando Central dos Estados Unidos afirmou que o Irã lançou mísseis balísticos em direção ao Kuwait, que foram interceptados com sucesso.

O ataque ocorreu após forças americanas realizarem novos bombardeios no Irã contra uma instalação militar considerada uma ameaça às tropas dos EUA e ao transporte comercial pelo Estreito de Hormuz, disse uma autoridade americana à MS NOW. Também houve relatos de drones iranianos interceptados e abatidos.

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Os preços do petróleo acumulam queda superior a 10% desde 18 de maio, quando Trump afirmou ter suspendido uma iminente onda de ataques militares contra o Irã para dar mais tempo às negociações.

O secretário de Estado Marco Rubio afirmou na quarta-feira que as conversas avançaram em alguns pontos. Rubio disse que Trump prefere a diplomacia e dará às negociações com o Irã “todas as chances de sucesso”.

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Estados Unidos e Irã vivem um impasse em relação ao Estreito de Hormuz desde que concordaram com um cessar-fogo frágil em abril. A televisão estatal iraniana afirmou na quarta-feira que Teerã concordou, em uma minuta de memorando de entendimento com os EUA, em reabrir Hormuz aos níveis de tráfego comercial marítimo anteriores à guerra, segundo a Reuters.

No entanto, a emissora estatal afirmou que Irã e Omã administrariam o tráfego no estreito sob os termos do memorando. A Casa Branca classificou a reportagem como uma “completa fabricação”. Mais tarde, Trump declarou que nenhuma nação controlará o transporte marítimo pelo estreito.

Ainda assim, líderes do Oriente Médio já acreditam que o Irã assumiu efetivamente o controle de Hormuz, afirmou Amos Hochstein, que atuou como conselheiro sênior de energia do ex-presidente Joe Biden.

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“Não importa o que aconteça, os iranianos controlarão o Estreito de Hormuz no futuro previsível. Nem importa o que o acordo diga. Todos na região acreditam nisso”, disse Hochstein ao programa “Squawk Box”, da CNBC, nesta quinta-feira.

Em relatório divulgado no fim da quarta-feira, o Citigroup afirmou que o mercado de petróleo começava a encontrar maior estabilidade, à medida que investidores passaram a descartar cenários extremos de interrupção da oferta diante dos sinais de aproximação entre Washington e Teerã.

Mesmo assim, o banco alertou que as incertezas sobre o momento de um eventual acordo continuam mantendo os bancos centrais em estado de alerta, enquanto autoridades monetárias avaliam a possibilidade de políticas monetárias mais rígidas em resposta aos riscos inflacionários provocados pela energia.

O Citi afirmou ainda que a prolongada alta dos preços do petróleo começou a pressionar a inflação de forma mais ampla, especialmente por meio de “efeitos de segunda rodada”, levando alguns bancos centrais a adotarem um tom mais duro.

“Wall Street quer que a guerra termine, mas a razão pela qual a guerra não está terminando é Wall Street”, afirmou Hochstein. “Wall Street quer acreditar que o que o presidente Trump está dizendo está correto, de que estamos à beira de um acordo a qualquer momento, e é por isso que os preços do petróleo caíram.”

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