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Geopolítica amplia cautela nos mercados e reforça busca por ativos defensivos
Publicado 13/07/2026 • 12:11 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 13/07/2026 • 12:11 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A deterioração do cenário geopolítico no Oriente Médio recolocou a incerteza no centro das decisões de investidores e empresas, com reflexos sobre energia, inflação e cadeias globais de suprimentos. Em entrevista nesta segunda-feira (13) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o especialista em mercado de capitais e sócio-fundador da GT Capital, Marcus Labarthe, afirmou que a principal consequência imediata é o aumento da cautela dos agentes econômicos.
“O que o mercado financeiro analisa de segundo a segundo é risco ou retorno. A partir do momento que existe uma incerteza, o mercado toma uma posição mais defensiva”, disse Labarthe.
Segundo ele, o conflito amplia os desafios de um ano que já vinha sendo marcado por inflação persistente e juros elevados em diversas economias. O especialista destacou que os impactos variam conforme o grau de dependência de cada país em relação ao petróleo e aos fertilizantes provenientes da região.
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Para Labarthe, além da pressão sobre os preços da energia, o cenário reforça a importância da diversificação das matrizes energéticas para reduzir a vulnerabilidade diante de choques geopolíticos.
Na avaliação do especialista, o mercado passou a considerar que o conflito pode durar mais tempo do que o inicialmente esperado, reduzindo a confiança em uma solução rápida para a crise.
“O mercado começa a criar mecanismos de acreditar que isso possa vir a se prolongar. O medo atualmente é não apenas da continuidade do conflito, mas de uma escalada envolvendo outros países da região”, afirmou.
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Ele lembrou que organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), já apontam para uma desaceleração da economia global diante do aumento das tensões, enquanto investidores adotam estratégias mais defensivas em meio à ausência de previsibilidade.
Para Labarthe, esse ambiente dificulta decisões de longo prazo e reduz o apetite por investimentos mais arriscados, especialmente enquanto não houver sinais concretos de estabilização do cenário internacional.
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Siga o Times | CNBCApesar do aumento dos riscos, o especialista avalia que o Brasil poderia aproveitar parte desse contexto por reunir vantagens como produção de energia limpa e ausência de conflitos armados.
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Segundo ele, porém, o País ainda enfrenta limitações estruturais que impedem um melhor posicionamento diante desse cenário.
“O que está acontecendo no mundo seria excelente para um país como o Brasil, mas nós não fizemos o dever de casa. Temos problemas de infraestrutura, refinarias que não conseguem atender plenamente a demanda e o custo Brasil continua elevado”, explicou.
Ele acrescentou que uma eventual alta nos preços dos fertilizantes pode pressionar os custos da produção agrícola brasileira, afetando um dos principais setores exportadores do País.
Ao comentar os impactos para os investidores, Labarthe afirmou que o momento exige preservação de patrimônio e redução da exposição a riscos.
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Ele observou que empresas ligadas ao setor de energia, como a Petrobras, podem ser beneficiadas por um ambiente de preços mais elevados do petróleo, enquanto segmentos intensivos em combustíveis e logística tendem a enfrentar maior pressão.
“É um ano de cautela. O investidor deve ter uma postura muito mais voltada para conservar sua carteira do que tomar decisões mais arriscadas”, concluiu.
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