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Irã ameaça dificultar passagem no Estreito de Ormuz para países que seguirem sanções dos EUA
Publicado 10/05/2026 • 08:20 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 10/05/2026 • 08:20 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O Exército do Irã afirmou neste domingo (10) que países que aderirem às sanções impostas pelos Estados Unidos contra a república islâmica enfrentarão dificuldades para atravessar o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás.
No início deste mês, o governo dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra interesses iranianos e advertiu embarcações a não efetuarem pagamentos às autoridades de Teerã para transitar pela região.
Segundo a agência oficial iraniana IRNA, o oficial militar Mohammad Akraminia declarou que embarcações de países alinhados aos EUA poderão enfrentar obstáculos na travessia.
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“Países que cumprirem as exigências dos Estados Unidos ao impor sanções contra a República Islâmica do Irã certamente enfrentarão dificuldades para cruzar o estreito”, afirmou.
Akraminia acrescentou que o Irã estabeleceu um novo sistema jurídico e de segurança no Estreito de Ormuz e que, a partir de agora, qualquer embarcação interessada em atravessar a rota deverá coordenar sua passagem com as autoridades iranianas.
De acordo com o militar, o sistema “já está em vigor” e deverá gerar “ganhos econômicos, de segurança e políticos” para o país.
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Siga o Times | CNBCNo sábado (9), o presidente da comissão de segurança nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, publicou mensagem semelhante na rede social X.
Ele advertiu governos, incluindo “microestados como Bahrein”, de que apoiar a resolução defendida pelos EUA poderá trazer “graves consequências”. Segundo Azizi, o Estreito de Ormuz representa uma “linha vital” e os países não deveriam correr o risco de “fechá-lo para si mesmos para sempre”.
Os Estados Unidos e o Bahrein elaboraram uma proposta de resolução da ONU, obtida pela AFP, pedindo que o Irã suspenda as restrições à navegação na região. O estreito se tornou um dos principais focos de tensão desde o início da guerra em 28 de fevereiro.
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O Irã vem permitindo apenas a passagem limitada de embarcações pelo estreito, rota que, em períodos de normalidade, responde por cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo e gás, além de outras commodities estratégicas.
No mês passado, o vice-presidente do Parlamento iraniano, Hamidreza Hajibabaei, afirmou que Teerã recebeu sua primeira receita proveniente das tarifas impostas para travessia da região.
Segundo fontes diplomáticas, a Rússia, que possui poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, indicou que poderá bloquear a resolução apresentada pelos Estados Unidos e pelo Bahrein.
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