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Conflito no Oriente Médio

Israel ocupa Castelo de Beaufort, hasteia bandeira e expande operações terrestres no Líbano

Publicado 31/05/2026 • 10:00 | Atualizado há 30 minutos

KEY POINTS

  • Israel anunciou a captura do Castelo de Beaufort, posição estratégica no sul do Líbano, enquanto ampliava suas operações militares e ordenava novas evacuações de civis.
  • A bandeira israelense voltou a ser hasteada na fortaleza medieval, utilizada pelo país durante sua antiga ocupação da região e considerada um ponto-chave para controle do território.
  • O avanço militar ocorre em meio à continuidade dos confrontos com o Hezbollah, apesar das negociações mediadas pelos Estados Unidos e da trégua iniciada em abril.

A bandeira de Israel foi hasteada sobre o histórico Castelo de Beaufort, no sul do Líbano, enquanto as forças israelenses ampliavam sua ofensiva terrestre na região neste domingo (31). A tomada da fortaleza medieval ocorreu em meio à emissão de novas ordens de evacuação para civis e ao avanço das tropas para áreas mais profundas do território libanês.

O governo israelense afirmou que a captura de Beaufort representa um ganho estratégico na campanha contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. Já as autoridades libanesas acusam Israel de promover uma política de “terra arrasada” e de forçar o deslocamento da população do sul do país.

Fortaleza estratégica

A presença da bandeira israelense sobre o castelo foi registrada enquanto fumaça e sons de bombardeios eram percebidos nos arredores da fortificação, localizada em uma posição elevada que oferece ampla visão do sul libanês.

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O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que a retomada de Beaufort aconteceu 44 anos após a Batalha de Beaufort, travada durante a Primeira Guerra do Líbano.

Quarenta e quatro anos após a heroica Batalha de Beaufort, nossas tropas retornaram ao topo de Beaufort e novamente hastearam a bandeira israelense no local“, declarou.

Segundo Katz, as forças israelenses atravessaram o rio Litani e assumiram o controle da cadeia montanhosa de Beaufort, descrita pelo governo israelense como uma das posições mais importantes para a defesa da Galileia e para a proteção das tropas em operação.

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Durante uma cerimônia militar realizada posteriormente, o ministro afirmou que a campanha israelense já resultou na “eliminação de milhares de terroristas” e na ocupação de “centenas de quilômetros quadrados” de território.

Novos alertas de evacuação

Paralelamente ao avanço militar, o Exército israelense emitiu uma ampla ordem de evacuação para áreas localizadas ao sul do rio Zahrani e ao norte do rio Litani, uma faixa situada a cerca de 40 quilômetros da fronteira entre os dois países.

Israel afirma que as operações têm como alvo posições e infraestrutura do Hezbollah.

O porta-voz militar Avichay Adraee advertiu que qualquer pessoa próxima a integrantes, instalações ou equipamentos do grupo corre risco. “Qualquer edifício utilizado pelo Hezbollah para fins militares poderá ser alvo de ataques“, afirmou.

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A agência estatal de notícias do Líbano informou que ataques atingiram os arredores da cidade de Tiro, incluindo uma área próxima a um hospital, além de várias localidades do sul do país.

Segundo a agência, equipes da Defesa Civil receberam telefonemas do Exército israelense orientando a retirada imediata das áreas afetadas.

Críticas do governo libanês

A ampliação da ofensiva provocou novas críticas do primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam.

No sábado, ele acusou Israel de adotar uma política de “terra arrasada e punição coletiva“, afirmando que a campanha militar está destruindo cidades e vilarejos e forçando seus moradores a deixar a região.

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Salam também pediu o encerramento dos combates e alertou para os impactos humanitários da ofensiva.

Negociações sem garantia

Enquanto os confrontos prosseguem, representantes militares de Israel e do Líbano participaram de reuniões de segurança em Washington na sexta-feira. Novas conversas mediadas pelos Estados Unidos estão previstas para a próxima semana.

Apesar disso, Salam afirmou que o resultado das negociações “não é garantido“, embora considere o diálogo a alternativa menos custosa para o país.

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A trégua entre Israel e o Hezbollah entrou oficialmente em vigor em 17 de abril, mas, segundo ambos os lados, nunca foi efetivamente respeitada. Israel e o grupo libanês trocam acusações diárias de violações do cessar-fogo e justificam seus ataques com base nessas alegações.

Após as reuniões em Washington, os Estados Unidos divulgaram apenas que ocorreram discussões militares consideradas produtivas, sem mencionar diretamente a trégua.

O Hezbollah se opõe às negociações diretas entre os dois países.

Confrontos continuam

Neste domingo, o Hezbollah afirmou ter atacado posições e infraestrutura militar israelense em Shlomi e Nahariya, no norte de Israel. Sirenes de alerta aéreo foram acionadas na região do Acre.

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O Exército israelense informou que mais de 25 projéteis foram disparados do Líbano contra Israel no sábado. Segundo os militares, as cidades de Karmiel e Safed registraram alertas aéreos pela primeira vez desde o início do cessar-fogo.

Imagens exibidas pela emissora pública israelense Kan mostraram foguetes caindo no mar próximo a Nahariya, levando frequentadores das praias a deixar o local.

Mortes dos dois lados

As Forças Armadas israelenses informaram que um soldado morreu no sábado após um ataque com drone explosivo atribuído ao Hezbollah.

Com isso, o número de militares israelenses mortos em operações realizadas no Líbano desde o início de março chegou a 25, segundo o Exército.

Já o Ministério da Saúde do Líbano afirma que os ataques israelenses mataram mais de 3.371 pessoas desde 2 de março.

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