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Paquistão anuncia negociação entre EUA e Irã, mas Oriente Médio segue sob fogo cruzado
Publicado 30/03/2026 • 10:33 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 30/03/2026 • 10:33 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
EVAN VUCCI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A possibilidade de negociações entre os Estados Unidos e o Irã ainda é incerta, e sem qualquer sinal de arrefecimento nas agressões mútuas.
A guerra no Oriente Médio chega ao 31º dia nesta segunda-feira (30) com informações ainda desencontradas sobre a possibilidade de negociações entre os Estados Unidos e o Irã e sem qualquer sinal de arrefecimento nas agressões mútuas.
As forças de Israel anunciaram uma ofensiva contra posições militares em Teerã, enquanto os iranianos mantiveram os ataques contra países árabes do Golfo Pérsico e o território israelense.
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No campo diplomático, o governo do Paquistão anunciou no domingo (29) que sediará nos próximos dias um encontro de representantes americanos e iranianos. Nenhum dos dois países, no entanto, confirmou a disposição em negociar, em meio à possibilidade de uma invasão por terra do Irã pelas tropas dos Estados Unidos.
O presidente americano, Donald Trump, voltou a dizer que as negociações com o Irã estão evoluindo “extremamente bem“, mas não citou a tentativa de mediação do Paquistão e não forneceu detalhes sobre as conversas. Ao mesmo tempo, o líder americano comemorou um “grande dia” no Irã, com a “eliminação e destruição” de diversos alvos.
Trump sugeriu também a possibilidade de tomada da Ilha Kharg, no Irã, que abriga o principal terminal de petróleo do Golfo Pérsico. “Talvez tomemos a Ilha Kharg, talvez não. Temos muitas opções”, afirmou, em entrevista ao jornal Financial Times.
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Em mais um sinal contraditório, o presidente americano disse que o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, autorizou a passagem de 20 petroleiros de bandeira paquistanesa pelo Estreito de Ormuz a partir desta segunda (30).
Do lado iraniano, Ghalibaf reagiu à possibilidade de uma incursão terrestre das forças americanas com a promessa de “queimar os soldados” invasores e punir “para sempre” os aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio.
Já o parlamentar Alaeddin Boroujerdi sugeriu que o Irã deixe o Tratado de Não Proliferação Nuclear. “Por que devemos aceitar as restrições do tratado?”, questionou. “De qualquer forma, não estamos buscando uma arma nuclear. Mas não é como se nós devêssemos observar as regras do jogo e eles nos bombardearem.” Fonte: Associated Press.
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