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Conflito no Oriente Médio

Petroleiro é atingido no Estreito de Ormuz em meio à escalada das tensões entre EUA e Irã

Publicado 27/06/2026 • 13:53 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Um petroleiro no Estreito de Ormuz foi atingido por um projétil neste sábado, ampliando as tensões entre Estados Unidos e Irã.
  • O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido informou que a embarcação foi atingida por um “projétil não identificado”, mas que a tripulação está em segurança.
  • Os Estados Unidos atacaram o Irã na sexta-feira após o presidente Donald Trump acusar a República Islâmica de violar um cessar-fogo de 60 dias ao lançar ataques com drones contra navios no estreito.

Um petroleiro no Estreito de Ormuz foi atingido por um projétil neste sábado (27), no mais recente episódio da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã nos últimos dias, após um acordo provisório para encerrar as hostilidades na região.

O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido informou que uma embarcação no estreito foi atingida por um “projétil não identificado”, que causou danos à ponte de comando, mas a tripulação foi considerada em segurança. Também neste sábado, o Bahrein condenou um ataque com drones atribuído ao Irã, classificando-o como uma “violação flagrante” de sua soberania.

Os novos ataques ocorrem enquanto Estados Unidos e Irã deveriam cumprir um cessar-fogo de 60 dias durante as negociações para encerrar a guerra entre os dois países. No entanto, ambos acusam o outro lado de descumprir o acordo.

Leia também: EUA atacam o Irã após Trump acusar Teerã de violar o cessar-fogo no Estreito de Ormuz

As Forças Armadas dos Estados Unidos atacaram o Irã na sexta-feira depois que o presidente Donald Trump acusou a República Islâmica de cometer uma “violação insensata” do cessar-fogo ao lançar ataques com drones contra navios no Estreito de Ormuz. O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou que suas aeronaves “atingiram depósitos iranianos de mísseis e drones, além de instalações costeiras de radar”.

A ação ocorreu após um ataque com drone atribuído ao Irã, na quinta-feira, atingir o cargueiro Ever Lovely, de bandeira de Singapura, no estreito, na costa de Omã, informou o CENTCOM em publicação na rede X. A embarcação prosseguiu sua viagem pelo estreito, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo.

O Irã não comentou diretamente as informações sobre ataques específicos contra navios. No entanto, a imprensa estatal informou que a Guarda Revolucionária Islâmica disparou “tiros de advertência” contra embarcações não especificadas que tentavam atravessar canais sem autorização iraniana, segundo agências internacionais.

Leia também: Irã nega existência de canal direto com os EUA sobre o Estreito de Ormuz

Os ataques renovados ocorreram pouco mais de uma semana após Donald Trump e o presidente iraniano Masoud Pezeshkian assinarem um memorando de entendimento destinado a estabelecer um acordo permanente de paz para encerrar a guerra entre os dois países.

O vice-presidente JD Vance viajou à Suíça no último fim de semana para negociações com representantes iranianos sobre esse acordo.

Em publicação na rede X, na sexta-feira, Vance escreveu: “O Irã assinou um acordo de cessar-fogo. Nós o cumprimos.

Se eles têm divergências sobre a aplicação do memorando de entendimento, podem simplesmente pegar o telefone. Mas violência será respondida com violência”, acrescentou.

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Pouco antes de o CENTCOM anunciar os ataques de retaliação na sexta-feira, Trump foi questionado por um repórter na Casa Branca sobre possíveis consequências para o Irã por violar o cessar-fogo.

Leia também: Ataque leva entidade marítima a suspender plano de evacuação em Ormuz

Vocês vão descobrir”, respondeu o presidente.

Após os ataques americanos, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou, em comunicado: “Após a violação do cessar-fogo pelo regime sionista no sul do Líbano, algumas horas depois, o regime americano, como sempre, descumpriu seus compromissos e, sob diferentes pretextos, atacou por via aérea o litoral da República Islâmica do Irã devido à passagem de um navio infrator por uma rota não autorizada no Estreito de Ormuz.

A Marinha da Guarda Revolucionária respondeu a essa agressão atacando posições do exército terrorista dos Estados Unidos na região”, afirmou a corporação.

De acordo com a cláusula 5 do Memorando de Entendimento de Islamabad, os procedimentos de controle da passagem pelo Estreito de Ormuz são de responsabilidade da República Islâmica do Irã. No entanto, os Estados Unidos tentaram violar esse compromisso ao provocar diferentes partes, o que recebeu uma resposta necessária e continuará acontecendo daqui para frente.

Se a agressão for repetida, nossa resposta será mais ampla do que esta”, acrescentou a Guarda Revolucionária.

Leia também: Petróleo encerra em alta após ataque atribuído ao Irã elevar tensão em Ormuz

Ebrahim Azizi, presidente da comissão de segurança nacional do Parlamento iraniano, escreveu na rede X: “Os Estados Unidos atacaram o Irã mais uma vez em pleno processo de negociações.

O fracassado presidente dos Estados Unidos demonstrou que não tem compromisso com os princípios da negociação nem com um cessar-fogo”, afirmou Azizi.

Essa violação irresponsável do cessar-fogo levará, como sempre, ao recuo e ao arrependimento por parte deles. O jogo de culpar o outro já não funciona mais.

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