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Petróleo

Petróleo fecha em alta após ataque atribuído ao Irã elevar tensão em Ormuz

Publicado 25/06/2026 • 16:21 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • WTI subiu 2,25%, a US$ 71,92 o barril, enquanto o Brent avançou 2,21%, a US$ 75,50.
  • Alta interrompeu uma sequência de perdas que levou o petróleo a cair quase 10% no início da semana.
  • Mercado monitora o fluxo pelo Estreito de Ormuz após mais de 20 petroleiros passarem pela rota desde o acordo entre EUA e Irã.
Petróleo

O petróleo fechou em alta nesta quinta-feira (25) e interrompeu a sequência de perdas registrada ao longo da semana. O movimento ocorreu em meio a novas tensões no Estreito de Ormuz, após relatos de um ataque do Irã contra uma embarcação na região.

O petróleo WTI para agosto, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), subiu 2,25%, ou US$ 1,58, a US$ 71,92 o barril. Já o Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, avançou 2,21%, ou US$ 1,63, a US$ 75,50 o barril.

A commodity chegou a cair durante a madrugada e renovou mínimas desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Os preços, porém, inverteram o sinal no fim da manhã, em movimento de ajuste técnico e com aumento da percepção de risco no Oriente Médio.

Segundo autoridade dos Estados Unidos ouvida pela CNBC, o Irã esteve por trás de um ataque a uma embarcação de carga perto de Dahit, em Omã. A avaliação sobre eventual violação do memorando de entendimento entre Washington e Teerã dependerá da interpretação da Casa Branca.

Leia também: Queda do petróleo pode aliviar inflação e abrir espaço para cortes graduais da Selic

Ormuz volta ao centro das atenções

O mercado também acompanha a retomada do fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte global de petróleo.

Mais de 20 petroleiros, carregando cerca de 35 milhões de barris de petróleo, passaram pelo estreito desde que Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo para reabrir a rota, segundo dados da Kpler.

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As embarcações não iranianas estavam paradas no Golfo Pérsico havia mais de três meses, depois que Teerã restringiu a passagem no início do conflito. A expectativa é que a maior parte dos navios chegue a destinos na Ásia até o início de agosto.

Ainda assim, o risco na região segue no radar. A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quinta-feira que a passagem segura pelo Estreito de Ormuz só será permitida por rotas designadas por Teerã. O órgão também disse que embarcações que descumprirem as instruções de trânsito poderão “enfrentar ação”.

Leia também: Preços do petróleo apagam ganhos da guerra com retomada do tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz

Acordo e oferta no Oriente Médio

A alta desta quinta interrompeu uma queda acumulada de quase 10% entre o início da semana e quarta-feira. Parte da pressão recente veio da expectativa de aumento da oferta, com a normalização dos embarques no Oriente Médio após o acordo entre Estados Unidos e Irã.

Para Tony Sycamore, analista da IG, os mercados passaram a precificar um retorno mais rápido dos barris da região do que a maioria esperava há duas semanas.

O Citi avalia que uma desescalada relevante é hoje seu cenário-base e projeta o Brent entre US$ 60 e US$ 65 o barril nos próximos seis a 12 meses, caso os fluxos pelo Estreito de Ormuz se normalizem.

No radar dos investidores também está a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Após a saída dos Emirados Árabes Unidos do grupo, o Iraque avalia deixar o cartel caso sua proposta para elevar a cota de produção seja rejeitada.

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