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EUA articulam coalizão internacional para garantir ‘liberdade de navegação’ no Estreito de Ormuz após conflito
Publicado 30/04/2026 • 17:10 | Atualizado há 60 minutos
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Publicado 30/04/2026 • 17:10 | Atualizado há 60 minutos
KEY POINTS
Um novo arranjo internacional para reorganizar a navegação no Estreito de Ormuz está em discussão por iniciativa dos Estados Unidos, que buscam reunir aliados em torno de um modelo conjunto de segurança marítima após os impactos do conflito no Oriente Médio. A informação saiu em agências internacionais, com base em um telegrama do Departamento de Estado datado de terça-feira (28).
O documento indica que o secretário de Estado, Marco Rubio, autorizou a criação do Mecanismo de Liberdade Marítima (MFC), estrutura pensada para coordenar a retomada do fluxo de embarcações na região.
A iniciativa foi desenhada em duas frentes complementares. A primeira, sob comando do Departamento de Estado, funcionaria como eixo diplomático entre governos parceiros e o setor de navegação. Já a segunda, liderada pelo Departamento de Defesa, teria papel operacional, monitorando o tráfego em tempo real e mantendo comunicação direta com navios que cruzam o estreito.
Leia também: Quando o Estreito de Ormuz voltará a ser ‘seguro’ para a navegação comercial?
Esse sistema seria operado a partir do Comando Central dos EUA, na Flórida, consolidando uma resposta integrada às tensões recentes.
“O MFC constitui um primeiro passo crucial no estabelecimento de uma arquitetura de segurança marítima pós-conflito para o Oriente Médio”, aponta o telegrama. O texto acrescenta que a proposta visa assegurar o fluxo energético global e proteger rotas estratégicas.
As embaixadas americanas receberam orientação para apresentar a proposta a países aliados até sexta-feira (1º), com diferentes possibilidades de adesão, que vão de cooperação diplomática e troca de informações até presença naval e sanções.
Leia também: Impasse crítico em Ormuz pressiona EUA a ceder enquanto mediação do Paquistão tenta destravar negociações com o Irã
O plano, no entanto, delimita claramente quem fica de fora. Rússia, China, Bielorrússia e Cuba, entre outros países considerados adversários, não devem integrar a coalizão.
“Acolhemos com satisfação todos os níveis de envolvimento… e não esperamos a transferência de ativos navais para fora das estruturas regionais existentes”, diz outro trecho do documento.
A iniciativa surge em um cenário de forte redução no tráfego marítimo desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, quando o Irã bloqueou o estreito após ataques de Estados Unidos e Israel.
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Desde então, Washington intensificou a pressão sobre Teerã, incluindo a imposição de um bloqueio marítimo a portos iranianos. A medida busca forçar negociações para encerrar as restrições.
O governo iraniano, por sua vez, condiciona a reabertura do estreito ao fim definitivo da guerra e à obtenção de garantias de segurança. Já o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o bloqueio pode ser mantido por meses, caso necessário, segundo o portal Axios.
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