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Falta de controladores de tráfego aéreo nos Estados Unidos vai impactar entregas de cargas no mês de maior movimentação logística
Publicado 06/11/2025 • 17:35 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 06/11/2025 • 17:35 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Os novos acordos envolvem 60 aeronaves do modelo E175 para a companhia aérea norte-americana SkyWest e outras 10 do modelo E195-E2 para a Airlink (foto), da África do Sul.
Divulgação
Empresas de logística norte-americanas alertaram que a decisão da Administração Federal de Aviação (FAA) de reduzir em 10% a capacidade dos voos em 40 dos maiores aeroportos do país deve causar atrasos expressivos nas entregas de carga aérea durante o pico da movimentação logística do ano. A medida foi anunciada como resposta à falta de controladores de tráfego aéreo provocada pela paralisação do governo federal.
A lista de terminais afetados inclui os quatro grandes da região de Nova York e Nova Jersey — JFK, LaGuardia, Newark e Teterboro — além de Atlanta, Chicago, Denver e Los Angeles. Segundo a FAA, a redução é temporária, mas resultará no cancelamento de milhares de voos diários enquanto persistir a escassez de pessoal.
Durante coletiva no Departamento de Transportes, em Washington (DC), o secretário Sean P. Duffy e o administrador da FAA, Bryan Bedford, afirmaram que a decisão busca preservar a segurança operacional. “O transporte aéreo depende de todos os elos do sistema funcionando em sincronia. Quando a capacidade é reduzida e os servidores estão sobrecarregados, toda a cadeia desacelera, e quanto mais a paralisação persistir, pior será o impacto”, disse Brandon Fried, diretor-executivo da Airforwarders Association.
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Paralisação do governo dos EUA provoca mais de 5 mil atrasos em voos em apenas um dia
Tráfego aéreo em Washington sofre paralisação temporária por falta de controladores
A carga aérea é transportada tanto nos porões de aviões comerciais quanto em aeronaves dedicadas exclusivamente ao transporte de mercadorias, como as operadas por UPS, FedEx e DHL. De acordo com Anthony Pizza, vice-presidente da AGS, algumas companhias têm flexibilidade para redirecionar voos a aeroportos regionais, mas a estrutura desses terminais nem sempre comporta grandes volumes de carga. “Podemos ver empresas consolidando operações e operando voos com maior capacidade”, afirmou.
Embora represente apenas cerca de 1% do total de bens transportados por peso, o modal aéreo é essencial para o envio de produtos de alto valor e tempo sensível — como medicamentos, eletrônicos e componentes industriais. Segundo Mike Short, presidente de transporte global da C.H. Robinson, “clientes desses setores não podem se dar ao luxo de paradas ou atrasos, por isso estamos implementando planos de contingência que incluem transporte terrestre e redistribuição de estoques entre unidades”.
A Freightos, plataforma digital de reservas de frete, observou que a redução ocorre justamente no momento de maior procura por transporte aéreo, impulsionada por expectativas de alívio nas tensões comerciais entre EUA e China. “As tarifas de transporte da China para os EUA subiram 17%, e as buscas nessas rotas aumentaram 3% em nossa plataforma”, informou o diretor de marketing Eytan Buchman.
Os voos internacionais não estão sujeitos aos cortes, mas grandes operadores globais acompanham o cenário. A Kuehne + Nagel declarou que está trabalhando com parceiros para reduzir eventuais impactos nas cadeias de suprimentos. Já Brian Bourke, diretor comercial da SEKO Logistics, disse que “as reduções devem atingir principalmente o tráfego doméstico, mas qualquer limitação de capacidade antes do aumento sazonal do e-commerce pode gerar efeitos em cadeia no comércio global”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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