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Custo para reconstruir áreas atingidas no Nepal pode chegar a US$ 5 bilhões
Publicado 31/08/2026 • 08:45 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 31/08/2026 • 08:45 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Suryamsha Upreti/Nepal Photo Library
O governo do Nepal estima que serão necessários até US$ 5 bilhões, cerca de R$ 26 bilhões, para reconstruir as áreas atingidas pela avalanche que devastou parte do Himalaia na semana passada. O desastre deixou mais de 900 mortos e milhares de desaparecidos no Nepal e no Tibete, na China.
O balanço divulgado nesta segunda-feira (31) aponta 919 mortes confirmadas, sendo 903 no território nepalês e 16 no lado chinês. Quase 4,8 mil pessoas ainda não foram localizadas: 4.247 no Nepal e 546 na China. Entre os desaparecidos estão turistas, peregrinos e trabalhadores estrangeiros.
A tragédia começou após o colapso parcial de uma geleira, que lançou uma grande quantidade de água, gelo, rochas, lama e outros detritos pelos rios da região. O fluxo atingiu comunidades próximas à fronteira entre Nepal e China, destruiu estradas e pontes e provocou danos em usinas hidrelétricas e obras de infraestrutura.
Leia também: Lago formado após colapso de geleira transborda e põe Nepal em alerta para novas cheias
Segundo agências de notícas, a estimativa preliminar coloca o custo da recuperação abaixo dos cerca de US$ 9 bilhões mobilizados após o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o Nepal em 2015. As autoridades, no entanto, ainda não detalharam os fatores que explicam a diferença.
O terremoto de 2015 matou quase 9 mil pessoas, destruiu mais de 500 mil residências e provocou prejuízos equivalentes a aproximadamente um terço da economia do país.
O primeiro-ministro Balendra Shah classificou a dimensão da atual catástrofe como sem precedentes e afirmou que o governo concentra esforços na proteção da população. A avaliação dos prejuízos ainda ocorre enquanto as buscas continuam, o que significa que os números podem ser revisados.
Equipes de resgate trabalham em áreas remotas e de difícil acesso, sob condições consideradas perigosas e com a possibilidade de novos alagamentos. Militares, policiais e guias nepaleses participam das operações, com apoio de especialistas da Índia, da China e da Coreia do Sul.
Um dos principais pontos de preocupação é um túnel de uma obra na região afetada, onde mais de 100 trabalhadores podem estar presos. As equipes utilizam máquinas de escavação e outros equipamentos para retirar água e escombros. Operações semelhantes ocorrem em túneis próximos a hidrelétricas e barragens.
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Siga o Times | CNBCHelicópteros e patrulhas terrestres também são empregados para retirar moradores e trabalhadores das zonas atingidas. Milhares de pessoas já foram removidas desde o início da emergência.
No Tibete, equipes chinesas enfrentam dificuldades semelhantes. A região de Gyirong, próxima à fronteira, está entre as áreas afetadas, com estruturas públicas destruídas pela força da água.
Hospitais e necrotérios no Nepal recebem familiares em busca de informações sobre parentes desaparecidos. Em Bharatpur, no sul do país, cerca de 250 corpos teriam sido carregados pelas águas por mais de 100 quilômetros desde a área inicialmente atingida.
Diante da quantidade de vítimas e do avanço da decomposição dos corpos, autoridades começaram a realizar sepultamentos provisórios antes da identificação. Amostras de DNA são coletadas para permitir o reconhecimento posterior e, quando necessário, a realização dos ritos funerários pelas famílias.
Em meio às buscas, a polícia informou que uma menina de 6 anos foi encontrada viva sob os escombros na sexta-feira. Segundo as autoridades, ela foi hospitalizada e está fora de perigo.
Leia também: Serviço Geológico dos Estados Unidos corrige informação e diz que causa de tragédia no Nepal não foi terremoto
Especialistas atribuem o desastre ao rompimento parcial de uma grande geleira. O episódio liberou água e detritos em grande quantidade, elevando rapidamente o volume e a força dos rios que atravessam os vales do Himalaia.
A vulnerabilidade da região também amplia a preocupação com os efeitos das mudanças climáticas. O Himalaia concentra uma extensa área de geleiras, que vêm perdendo massa com o aumento das temperaturas globais.
O governo nepalês afirma que o país enfrenta consequências severas do aquecimento global apesar de registrar baixas emissões de carbono por habitante. Enquanto as operações de busca prosseguem, autoridades ainda trabalham para dimensionar os danos humanos, econômicos e de infraestrutura provocados pela avalanche.
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