Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Câmara do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña; Senado ainda precisa votar a medida
Publicado 05/11/2026 • 15:32 | Atualizado há 6 minutos
BREAKING NEWS:
Câmara do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña; Senado ainda precisa votar a medida
OpenAI promete pagar pela energia de data centers após eleições destacarem preocupações com IA
Vendas do Nintendo Switch 2 despencam 41% em meio à alta de preços e à escassez de memória
Ações da Snap caem mais de 10% após receita do terceiro trimestre ficar abaixo das expectativas
Dow Jones dispara 1.500 pontos e registra seu melhor pregão desde abril de 2025 após vitória expressiva dos democratas
Ações da Qualcomm caem 5% devido à previsão de lucros fracos, já que a escassez de memória afeta as vendas de smartphones
Publicado 05/11/2026 • 15:32 | Atualizado há 6 minutos
KEY POINTS
Foto: Divulgação
A Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou nesta quinta-feira (5), por unanimidade, a abertura de um processo de impeachment contra o presidente Santiago Peña, mesmo depois de ele apresentar sua renúncia. Os 78 parlamentares presentes apoiaram a acusação, mas a decisão ainda não encerra o caso: o Senado precisa votar e definir se o procedimento de destituição terá continuidade ou se a renúncia será aceita.
A votação ocorreu menos de uma hora depois de o ministro do Interior, Enrique Riera, entregar formalmente ao Congresso a carta de renúncia de Peña, por volta das 13h30. Embora a possibilidade de saída do presidente já tivesse sido discutida durante a sessão, os deputados decidiram prosseguir com o impeachment. As informações são do site ABC, do Paraguai.
Leia também: Após escândalo financeiro, Santiago Peña renuncia à Presidência do Paraguai
Com isso, a Câmara Alta passou a concentrar a decisão sobre o desfecho institucional da crise. Os senadores terão de avaliar duas alternativas: levar adiante o julgamento político aprovado pelos deputados ou aceitar a renúncia e encerrar o processo de destituição.
A saída de Peña foi anunciada em meio à crise financeira desencadeada pelo início do procedimento de resolução do Ueno Bank pelo Banco Central do Paraguai (BCP). O episódio ampliou as tensões políticas e enfraqueceu a sustentação do governo.
Segundo o ministro Enrique Riera, o presidente decidiu deixar o cargo ao constatar que já não tinha apoio político suficiente para permanecer na Presidência. A renúncia veio depois de deputados do Partido Colorado, tanto governistas quanto dissidentes, anunciarem apoio ao impeachment de Peña.
Leia também: Escândalo bancário leva oposição a pedir impeachment de Santiago Peña
O movimento, entretanto, não se estendeu ao vice-presidente Pedro Alliana. A oposição havia apresentado acusações contra os dois integrantes do Executivo no dia anterior, mas a Câmara rejeitou a abertura de um processo de impeachment contra Alliana.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA mudança de posição dos parlamentares colorados alterou o cenário ao longo da manhã. O presidente da Associação Nacional Republicana (ANR), Horacio Cartes, também declarou apoio ao impeachment de Peña, contribuindo para consolidar a maioria favorável à acusação.
A convergência entre setores governistas e dissidentes resultou no placar unânime de 78 votos. Mesmo com a renúncia já apresentada, os deputados optaram por encaminhar o caso ao Senado, mantendo aberta a disputa sobre a forma de saída do presidente.
Leia também: Ueno Bank: clientes ficam sem acesso ao dinheiro após colapso
O impasse envolve não apenas o comando do Executivo, mas também os efeitos institucionais e jurídicos da decisão. A votação dos senadores poderá determinar quais prerrogativas Peña terá depois de deixar o cargo.
De acordo com o cenário descrito pelo ABC, uma eventual destituição por impeachment impediria Peña de assumir a condição de senador vitalício e de usufruir das prerrogativas vinculadas a essa posição. Isso poderia facilitar a tramitação de um eventual processo penal relacionado à denúncia apresentada contra ele.
Se o Senado optar por aceitar a renúncia e não prosseguir com o impeachment, Peña poderá passar à condição de senador vitalício, com as imunidades correspondentes. Nesse caso, uma eventual ação penal dependeria de procedimento prévio de retirada dessas prerrogativas pelo Congresso.
Leia também: Crise do Ueno Bank provoca protestos e pedidos de prisão contra Peña
A definição, portanto, permanece pendente de votação no Senado. Caberá aos parlamentares decidir não apenas o encerramento da crise política, mas também as condições jurídicas que acompanharão Santiago Peña após sua saída da Presidência.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Alertas de bomba atingem voos na França, Itália e Bulgária; caças são acionados
2
Ações da Toyota Industries despencam com plano de compra de $33 bilhões — maior queda em 10 meses
3
Companhias aéreas confirmam ameaças falsas de bomba após alertas atingirem 14 voos na Europa
4
Entidades criticam manutenção da taxa de juros; comércio vê cautela como necessária
5
“Master paraguaio”: escândalo de mais de US$ 167 milhões tem queda do presidente do Banco Central, dinheiro de clientes bloqueado e protestos pelo país