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Dirigente do BCE vê dólar como arma e alerta para perda de confiança; saiba por que isso acelera a diversificação
Publicado 06/01/2026 • 10:17 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 06/01/2026 • 10:17 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Sonny Tumbelaka / AFP
François Villeroy de Galhau discursando em evento do FMI e do Banco Mundial, em Bali, em 2018.
O presidente do Banco da França e dirigente do Banco Central Europeu (BCE), François Villeroy de Galhau, afirmou que o temor de que os Estados Unidos passem a “usar cada vez mais os pagamentos globais baseados no dólar como uma arma” está levando “algumas jurisdições a desenvolver sistemas alternativos de pagamento”.
Em discurso nesta terça-feira, 6, ele salientou que esse movimento reflete mudanças profundas no sistema monetário internacional diante de um ambiente geopolítico mais fragmentado.
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Siga o Times | CNBCSegundo Villeroy, “essas políticas dos EUA estão minando a confiança dos investidores globais em ativos denominados em dólar e provavelmente alimentarão uma tendência de diversificação”. Ele observou que, entre o segundo trimestre de 2020 e o segundo trimestre de 2025, a participação do dólar nas reservas oficiais alocadas caiu cinco pontos porcentuais, o que, em sua avaliação, indica uma erosão gradual da confiança internacional na moeda americana.
Apesar disso, Villeroy ressaltou que o dólar “permanece no centro do sistema monetário internacional”, sustentado pela ampla utilização da moeda e pelos fundamentos da economia dos EUA.
Ainda assim, ele argumentou que decisões recentes de Washington – como questionamentos à independência do Federal Reserve (Fed), dúvidas sobre a disciplina fiscal e a imposição de tarifas comerciais – têm enfraquecido alguns pilares da dominância do dólar.
Villeroy acrescentou que outro sinal dessa perda de confiança foi o “descolamento, ainda que transitório” entre a taxa de câmbio euro/dólar e o diferencial de juros de dois anos entre a zona do euro e os EUA após o anúncio de tarifas americanas em abril de 2025.
Para ele, esse episódio reforça a percepção de que investidores começam a reavaliar o papel do dólar como principal ativo de reserva.
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