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Federação do Irã pede vistos para jogadores antes da Copa do Mundo; entenda
Publicado 20/05/2026 • 22:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 20/05/2026 • 22:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando, a federação de futebol do Irã passou a exigir garantias formais dos países-sede do torneio para assegurar a participação da delegação iraniana.
O pedido foi divulgado em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio e ao aumento do embate político entre Teerã e os Estados Unidos. A competição será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México.
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Segundo o The Wall Street Journal, a federação quer a liberação de vistos para todos os jogadores, integrantes da comissão técnica e dirigentes, incluindo pessoas que tenham ligação anterior com a Guarda Revolucionária Islâmica.
O governo iraniano também pediu garantias de segurança durante toda a competição e respeito à bandeira e ao hino nacional do país.
O receio das autoridades iranianas é que sanções, restrições políticas ou questões de segurança possam afetar diretamente a entrada da delegação no território americano durante a Copa do Mundo.
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As exigências ganharam ainda mais força após a escalada da crise no Estreito de Ormuz, região considerada estratégica para o transporte global de petróleo.
O governo iraniano criou um novo órgão para controlar o tráfego marítimo na área, medida vista como uma tentativa de ampliar a pressão sobre os Estados Unidos.
O cientista político Gunther Rudzit afirmou ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC que Teerã tenta aumentar seu poder de negociação diante do governo do presidente Donald Trump.
Segundo ele, o Irã estaria utilizando o controle parcial do Estreito de Ormuz como instrumento de pressão econômica e diplomática. A região concentra uma das principais rotas marítimas de petróleo do mundo.
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Rudzit explicou que o país sinaliza a possibilidade de impor taxas ou restrições a navios ligados a nações consideradas hostis, incluindo os Estados Unidos e aliados europeus.
Na avaliação do especialista, o risco vai além da alta no preço do barril de petróleo. Ele alertou para a possibilidade de escassez global de energia caso haja danos à infraestrutura petrolífera da região.
Rudzit destacou que a paralisação de poços de petróleo não funciona de maneira imediata e simples. Segundo ele, interrupções prolongadas podem causar danos estruturais e exigir novas perfurações, elevando ainda mais os custos de produção.
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O cientista político também afirmou que ataques a instalações de países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos poderiam aprofundar a crise energética mundial.
A preocupação iraniana em relação à Copa do Mundo ocorre porque os Estados Unidos serão o principal palco do torneio organizado pela FIFA. O país receberá a maior parte das partidas e deve concentrar boa parte das delegações e torcedores.
Nos últimos anos, atletas iranianos enfrentaram restrições de entrada em alguns países devido a sanções e disputas políticas internacionais.
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Agora, o governo do Irã tenta evitar que o ambiente de guerra e a tensão diplomática interfira na participação da seleção na Copa do Mundo.
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