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EUA miram receita do níquel e aparato militar em novas sanções a Cuba
Publicado 17/09/2026 • 17:13 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/09/2026 • 17:13 | Atualizado há 2 meses
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Os Estados Unidos abriram uma nova frente de pressão econômica contra Cuba nesta quinta-feira (17), ao atingir simultaneamente a cadeia do níquel e estruturas vinculadas às Forças Armadas do país. O pacote anunciado pelo governo americano reúne sanções contra oito entidades e três dirigentes militares.
Segundo o secretário de Estado, Marco Rubio, as receitas obtidas com a exploração mineral são direcionadas pelo regime cubano para sustentar seu aparato de segurança, enquanto recursos do país permanecem concentrados nas mãos de uma elite militar.
Quatro organizações relacionadas a atividades de pesquisa, desenvolvimento e produção para as Forças Armadas cubanas foram incluídas nas medidas: SIMPRO, CIDNAV, CIDAI e GELCOM.
Leia também: Cuba registra prejuízo recorde de US$ 8 bilhões com embargo dos EUA
As estruturas atuam, segundo o Departamento de Estado, em áreas que incluem simuladores e treinamento, projetos navais, modernização de armamentos de infantaria e produção de sistemas eletrônicos e de comunicação.
Também foram sancionados Joaquin Francisco Cancio Monteagudo, Dioglis Pedrera Arguello e Julio Hurtado Betancourt, apresentados pelo governo americano como oficiais responsáveis pelas organizações atingidas.
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Siga o Times | CNBCA outra frente das sanções busca atingir a cadeia de exploração do níquel, atividade apontada por Washington como uma fonte de moeda forte para o governo cubano.
Leia também: Governo Trump mira setores estratégicos de Cuba em nova rodada de sanções
As medidas alcançam SERCONI, CEPRONIQUEL, CEDINIQ e PINARES S.A., organizações vinculadas a diferentes etapas do setor. Entre suas atividades estão prestação de serviços, engenharia e desenvolvimento de projetos, pesquisa e prospecção mineral.
Com a inclusão dessas companhias, Washington procura restringir operações relacionadas a uma das fontes de receitas externas de Cuba, ao mesmo tempo em que amplia as medidas contra estruturas militares do país.
As sanções determinam o bloqueio de bens e interesses pertencentes aos alvos que estejam nos Estados Unidos ou sob controle de cidadãos e empresas americanas. Como regra, operações comerciais, pagamentos e outras transações envolvendo os sancionados também ficam proibidos, exceto quando houver autorização específica.
O Departamento de Estado advertiu ainda que pessoas e empresas estrangeiras envolvidas em determinadas transações com os alvos podem ficar sujeitas a restrições. Washington também ressaltou que as regras do embargo americano contra Cuba permanecem em vigor.
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