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EXCLUSIVO CNBC: Preço do petróleo deve cair após trégua no Oriente Médio, diz Kevin Hassett

Publicado 29/06/2026 • 21:51 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Kevin Hassett afirma que a reabertura do Estreito de Ormuz deve elevar a oferta global de petróleo.
  • Assessor econômico da Casa Branca diz que a queda do petróleo pode ajudar a aliviar pressões inflacionárias.
  • Hassett também defendeu as “Trump Accounts”, contas de investimento para crianças nascidas nos Estados Unidos.

A oferta global de petróleo deve aumentar com a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz e pressionar os preços para baixo. É o que afirmou Kevin Hassett, principal assessor econômico da Casa Branca, em entrevista exclusiva à CNBC nesta segunda-feira (29).

Hassett disse que oleodutos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos passaram a operar mais perto da capacidade durante o período de tensão no Oriente Médio. Com a retomada do fluxo marítimo, afirmou, o mercado deve receber mais petróleo.

“Quando o tráfego fluir, voltaremos a ter mais de 100 navios por dia. Os preços vão cair ainda mais, porque haverá muito petróleo saindo”, disse.

Segundo ele, a queda do risco no Oriente Médio deve tornar o mercado global de petróleo mais seguro.

“O cenário macro é que os estreitos ficarão abertos, o Irã não terá armas nucleares e o mercado mundial de petróleo se tornará mais seguro”, afirmou.

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Inflação e Fed

Hassett disse que o choque do petróleo afeta principalmente a inflação cheia, mas também pode ter algum impacto sobre o núcleo, por meio de custos de transporte e cadeias de distribuição.

“Você tem gasolina em um caminhão levando mercadorias ao Walmart e a gasolina está mais cara. Então as coisas no Walmart também sobem, mas não tanto quanto a gasolina”, afirmou.

O assessor da Casa Branca disse que as autoridades monetárias precisam evitar reação exagerada a choques temporários de petróleo. Segundo ele, há risco de erro quando o mercado olha apenas para a inflação cheia e para um eventual repique no núcleo.

“A história dos erros de política monetária mostra que as pessoas veem o número geral e o pico no núcleo devido a um choque temporário de petróleo e reagem de forma exagerada”, disse.

Emprego e juros

Hassett afirmou que indicadores apontam para um número forte no próximo relatório de emprego dos Estados Unidos.

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Ele disse que um mercado de trabalho aquecido não necessariamente deveria levar a uma postura mais dura do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), caso o crescimento esteja sendo impulsionado por ganhos de oferta e produtividade.

“O argumento para um aumento da taxa agora não é tão forte quanto seria se fôssemos todos keynesianos”, afirmou.

Segundo Hassett, avanços de produtividade ligados à inteligência artificial podem ter efeito desinflacionário.

Leia também: Instabilidade no Oriente Médio deve continuar pressionando economia global

Contas de investimento para crianças

O assessor também defendeu as chamadas “Trump Accounts”, contas de investimento voltadas a crianças nascidas nos Estados Unidos.

Segundo ele, a proposta busca dar a cada criança uma conta com recursos aplicados em um fundo de índice amplo, criando participação direta no crescimento do mercado.

“De agora em diante, toda criança nascida nos Estados Unidos vai receber uma conta com dinheiro nela, investido em um fundo de índice de base ampla”, disse.

Hassett afirmou que a iniciativa pode aproximar os americanos do mercado de capitais e reforçar apoio à livre iniciativa.

“É difícil ser socialista se você tem capital”, afirmou.

Segundo ele, a Casa Branca também avalia formas de facilitar a adesão ao programa, inclusive por meio de inscrição automática, ainda em discussão regulatória.

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