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G7 amplia debate sobre terras raras e reforça protagonismo do Brasil na disputa por cadeias estratégicas
Publicado 15/06/2026 • 21:44 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 15/06/2026 • 21:44 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
A busca das principais economias ocidentais por alternativas à dependência da China em minerais críticos ganhou espaço na reunião do G7 e colocou o Brasil em posição de destaque no cenário global. Essenciais para setores como inteligência artificial, transição energética e defesa, esses insumos estão no centro de uma estratégia internacional voltada à diversificação das cadeias de suprimento.
Segundo Marisa César, presidente do Conselho da Associação de Minerais Críticos, o objetivo não é romper relações com a China, mas reduzir a concentração de uma cadeia considerada estratégica. “Hoje nós temos uma dependência econômica, tecnológica e principalmente da parte do refino. Quando falamos de terras raras, 90% se concentra na China”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Nesse contexto, o Brasil surge como um potencial parceiro para países que buscam ampliar suas fontes de fornecimento. Além de deter importantes reservas minerais, o país reúne características valorizadas por investidores internacionais. “Nós temos recursos minerais, uma matriz energética limpa e somos um país que trabalha muito bem em alianças com outros países. Quando olhamos nessa perspectiva, o Brasil é muito poderoso”, disse Marisa.
A executiva destacou, porém, que o avanço dos investimentos depende de maior segurança regulatória. Ela citou discussões em torno do projeto de lei que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos, atualmente em tramitação no Congresso. Na avaliação do setor, alguns pontos ainda geram dúvidas sobre o processo de aprovação de projetos e podem afetar a percepção dos investidores.
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Siga o Times | CNBC“O Brasil quer garantir que os minerais críticos fiquem sob o controle da soberania nacional, mas existem questões que ainda precisam ser esclarecidas para evitar insegurança jurídica”, afirmou.
Ao mesmo tempo, a proposta traz mecanismos considerados positivos para estimular a indústria nacional. Entre eles estão a criação de um fundo garantidor, incentivos fiscais, debêntures incentivadas e recursos voltados ao desenvolvimento tecnológico e ao processamento local dos minerais.
Para Marisa, essas medidas podem ajudar o país a avançar na agregação de valor à produção mineral. “Há benefícios escalonados para empresas que investirem em etapas intermediárias de processamento ou no refino completo, chegando ao produto final de maior valor agregado”, explicou.
Com a crescente disputa global por minerais críticos, o Brasil tenta consolidar sua posição não apenas como fornecedor de matéria-prima, mas também como participante relevante das etapas mais sofisticadas da cadeia produtiva.
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