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Maior parte dos gastos prometidos por Trump para eleições de meio de mandato ainda não apareceu, mostra novo documento

Publicado 21/09/2026 • 21:50 | Atualizado há 1 dia

KEY POINTS

  • Super PAC MAGA Inc. encerrou agosto com US$ 415,8 milhões em caixa, após arrecadar US$ 23,7 milhões e gastar US$ 11,4 milhões no mês.
  • Trump afirmou que pretende destinar de US$ 400 milhões a US$ 500 milhões para ajudar republicanos, mas o MAGA Inc. declarou cerca de US$ 15 milhões em setembro.
  • Dois novos super PACs ligados a Trump reservaram separadamente cerca de US$ 126 milhões em anúncios e compartilham tesoureiro e endereço com o MAGA Inc.

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O principal super PAC do presidente Donald Trump voltou a ampliar seu caixa de mais de US$ 400 milhões (R$ 2,06 bilhões) em agosto, mesmo enquanto candidatos republicanos pressionam o presidente para colocar uma parcela maior desses recursos em ação a seis semanas das eleições de meio de mandato de 2026.

O MAGA Inc. encerrou agosto com cerca de US$ 415,8 milhões (R$ 2,14 bilhões) em caixa após gastos modestos, mais de US$ 12 milhões (R$ 61,8 milhões) acima dos US$ 403,5 milhões (R$ 2,08 bilhões) que possuía no início do mês, segundo um documento da Comissão Eleitoral Federal (FEC, na sigla em inglês) publicado no fim do domingo.

O super PAC arrecadou mais que o dobro do que gastou em agosto, declarando aproximadamente US$ 23,7 milhões (R$ 122,1 milhões) em receitas e US$ 11,4 milhões (R$ 58,7 milhões) em despesas.

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Entre os nomes que reforçaram seus cofres estavam os bilionários do setor de criptomoedas Cameron e Tyler Winklevoss, que contribuíram juntos com US$ 10 milhões (R$ 51,5 milhões); o administrador da Nasa, Jared Isaacman, que doou US$ 2 milhões (R$ 10,3 milhões); e Phillip Sarofim, CEO da empresa de capital de risco Trousdale Ventures, com US$ 1 milhão (R$ 5,15 milhões).

Com isso, o caixa do MAGA Inc. continuava crescendo poucos dias antes de Trump afirmar, em 4 de setembro, que pretendia destinar entre US$ 400 milhões (R$ 2,06 bilhões) e US$ 500 milhões (R$ 2,58 bilhões) do super PAC para ajudar os republicanos em novembro.

Mais de duas semanas depois, porém, o próprio MAGA Inc. divulgou publicamente apenas uma fração desse montante em gastos. As regras da FEC geralmente exigem divulgação em até 48 horas quando despesas independentes chegam a US$ 10 mil (R$ 51,5 mil) em uma disputa política.

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Até agora em setembro, o super PAC declarou cerca de US$ 15 milhões (R$ 77,3 milhões) em gastos na disputa pelo Senado no Texas. Uma campanha publicitária muito maior ligada a Trump, no entanto, está sendo contratada por meio de dois super PACs criados em 1º de setembro: No Going Back PAC Inc. e Safety & Affordability PAC Inc.

Os grupos reservaram pelo menos US$ 126 milhões (R$ 648,9 milhões) em publicidade, sendo cerca de US$ 98,5 milhões (R$ 507,3 milhões) pelo No Going Back e US$ 27 milhões (R$ 139,1 milhões) pelo Safety & Affordability, segundo dados da AdImpact e documentos federais. O No Going Back PAC também compartilha tesoureiro, endereço e número de telefone com o MAGA Inc.

Republicanos pressionam Trump por recursos

Os gastos ocorrem após meses de pressão pública de republicanos, que questionaram por que o enorme caixa político de Trump permanecia em grande parte sem ser utilizado.

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Precisamos da ajuda do presidente”, afirmou o senador John Kennedy, republicano da Louisiana, à Fox News no fim de agosto. Kennedy disse esperar que Trump gastasse “US$ 100 milhões ou US$ 200 milhões no Texas”, onde o candidato republicano Ken Paxton havia arrecadado muito menos que o democrata James Talarico.

Enquanto isso, o líder da maioria no Senado, John Thune, republicano da Dakota do Sul, fez um apelo público semelhante em 1º de setembro, afirmando que os recursos de Trump e de seus aliados “precisam ser colocados em ação no Texas”.

Nós simplesmente temos que vencer lá”, disse Thune à Fox News.

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Os republicanos tentam manter o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, enquanto os democratas buscam conquistar essas maiorias.

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Os pedidos para que Trump liberasse seus recursos de campanha vieram depois de o MAGA Inc. passar grande parte do verão acumulando dinheiro, em vez de realizar grandes investimentos para a eleição geral. No início de setembro, dirigentes do MAGA Inc. teriam orientado fornecedores republicanos a se prepararem para gastos, mas ainda não haviam apresentado um plano abrangente.

Três dias depois, Trump disse a jornalistas no Salão Oval que pretendia “gastar qualquer quantia necessária para tentar nos ajudar”.

Este é dinheiro do MAGA Inc. Este é dinheiro que eu controlo”, afirmou Trump. O dinheiro do MAGA Inc. não é patrimônio pessoal do presidente. No mesmo dia, ele também disse esperar que ainda existam recursos na conta do PAC para 2028, e não há exigência de que todo o montante seja gasto.

No dia seguinte, o MAGA Inc. lançou uma campanha publicitária de US$ 10 milhões (R$ 51,5 milhões) no Texas, apoiando Paxton e se opondo a Talarico. Outros US$ 5 milhões (R$ 25,8 milhões) em gastos na disputa foram declarados durante o fim de semana. Trump também afirmou que espera preservar parte dos recursos políticos para 2028.

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Democratas têm vantagem de arrecadação em disputas importantes

Os recursos começam a ser empregados enquanto candidatos republicanos enfrentam diferenças significativas de arrecadação.

No início de julho, candidatos democratas ao Senado possuíam cerca de US$ 75 milhões (R$ 386,3 milhões) em sete disputas consideradas decisivas, aproximadamente o dobro dos US$ 38 milhões (R$ 195,7 milhões) mantidos por seus adversários republicanos, segundo uma análise da CNBC de documentos da FEC. As centenas de milhões de dólares controladas pelo grupo político de Trump superam amplamente esses valores.

A demora na realização dos gastos também envolve custos.

O espaço publicitário na televisão já estava próximo da saturação em algumas disputas importantes em meados de setembro, informou a CNBC na sexta-feira, enquanto super PACs podem pagar substancialmente mais do que candidatos por espaços publicitários comparáveis. As reservas feitas mais tarde também estão custando mais aos grupos alinhados a Trump do que custariam caso os anúncios tivessem sido contratados anteriormente.

Ainda assim, há argumentos favoráveis a esperar até que os eleitores estejam prestando mais atenção à campanha.

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O peso das evidências indica que gastos anteriores a setembro provavelmente são ineficazes”, disse à CNBC na semana passada John Sides, cientista político da Universidade Vanderbilt. “Não podemos dizer exatamente quão perto do dia da eleição está o momento realmente ideal, mas faz mais sentido começar a anunciar agora do que gastar dinheiro durante todo o verão.”

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