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Brexit afastou empresas do Reino Unido, mas tarifas de Trump contra UE podem leva-las de volta
Publicado 21/07/2025 • 08:33 | Atualizado há 10 meses
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Unsplash.
Bolsas europeias sobem após decisão do Fed e ganhos de ações de tecnologia
A decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, em 2016, levou diversas empresas a transferirem operações para o continente europeu. Mas agora, quase uma década depois, uma nova onda de tarifas comerciais dos Estados Unidos pode reverter parte desse movimento.
O presidente americano, Donald Trump, ameaça impor tarifas de 30% sobre produtos importados da União Europeia a partir de 1º de agosto, caso um novo acordo comercial não seja firmado. Segundo analistas, isso pode tornar o Reino Unido um destino mais atrativo para empresas europeias que exportam para os EUA.
“O Reino Unido pode sair ganhando indiretamente”, afirmou Alex Altmann, sócio da consultoria Lubbock Fine, de Londres, e vice-presidente da Câmara Britânica de Comércio na Alemanha.
“Se as tarifas americanas sobre produtos da UE forem mesmo de 30%, as tarifas britânicas muito mais baixas podem incentivar empresas a transferirem parte da produção para o Reino Unido ou ampliarem suas fábricas por lá”, completou.
Com capacidade industrial ociosa desde o Brexit, o Reino Unido pode tentar retomar parte do papel que já teve como polo industrial europeu. O país já tem acordo com os EUA que reduz tarifas sobre carros a 10% e garante tratamento preferencial na importação de aço. Além disso, o novo governo do Partido Trabalhista, liderado por Keir Starmer, renegociou um acordo com a UE que reduziu atritos comerciais.
A possibilidade de o Reino Unido se beneficiar do embate comercial entre EUA e UE, no entanto, ainda é vista com cautela.
A tarifa americana de 30% ainda não foi confirmada e pode mudar até a data limite. Trump já ameaçou aplicar uma tarifa de 50% e, ao mesmo tempo, considera níveis mais baixos, como os 10% defendidos pela União Europeia.
Mesmo que as tarifas entrem em vigor, especialistas afirmam que qualquer mudança na estrutura de produção das empresas seria lenta.
“Transferir fábricas da Europa para o Reino Unido levaria anos, talvez uma década”, disse Carsten Nickel, diretor da consultoria Teneo.
“Além disso, a força do Reino Unido está nos serviços financeiros, não na indústria de transformação, que é mais concentrada em países como Alemanha e Itália.”
Segundo ele, o Reino Unido não possui vantagem comparativa em manufatura de ponta.
“A ideia de que uma empresa simplesmente vai mover sua produção da Alemanha ou Suíça para o Reino Unido não é realista no curto prazo”, afirmou Nickel.
Apesar do alívio com novos acordos comerciais, os impactos do Brexit seguem sendo sentidos na economia britânica. Segundo o Escritório de Responsabilidade Orçamentária (OBR), exportações e importações do país devem ser 15% menores no longo prazo do que seriam caso o Reino Unido tivesse permanecido na UE. O PIB também estaria cerca de 5% abaixo do que poderia ter alcançado.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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