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Irã promete retaliação após nova onda de ataques dos EUA
Publicado 30/07/2026 • 07:01 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 30/07/2026 • 07:01 | Atualizado há 3 meses
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A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) ameaçou ampliar ainda mais a escalada do conflito nesta quinta-feira, 30, após uma onda de ataques retaliatórios dos Estados Unidos contra o país durante a noite.
A IRGC afirmou nesta quinta-feira que “punirá o agressor hoje”, acrescentando que os países que ajudarem os Estados Unidos no conflito também “receberão uma resposta severa”, segundo a mídia estatal iraniana.
O grupo também declarou manter “controle total” sobre o Estreito de Ormuz e afirmou que “um estrangeiro que veio de milhares de quilômetros de distância não terá permissão para interferir”.
Leia também: Irã rejeita proposta de Omã para gestão do Estreito de Ormuz
A declaração ocorre após as forças dos Estados Unidos concluírem uma “forte onda” de ataques contra o Irã na quarta-feira, no horário dos EUA, em retaliação aos ataques com mísseis lançados por Teerã contra forças americanas na região.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) descreveu a operação como uma “resposta poderosa” às tentativas de ataque do Irã contra forças americanas no Oriente Médio ocorridas na terça-feira.
Os ataques, que duraram duas horas, atingiram dezenas de alvos da IRGC em todo o Irã, incluindo centros de comando militar, instalações de mísseis e drones, locais de vigilância e defesa costeira e capacidades marítimas, informou o Centcom.
Segundo o comando, os ataques tinham como objetivo degradar ainda mais as ameaças representadas pelo Irã e seus aliados às forças dos EUA, ao transporte marítimo comercial e aos países vizinhos do Golfo.
Os novos ataques ocorreram depois que forças militares iranianas lançaram vários mísseis balísticos contra forças americanas na região do Golfo no fim da terça-feira, no horário dos EUA, embora todos tenham sido interceptados. As Forças Armadas da Jordânia informaram que as defesas aéreas do país interceptaram cinco mísseis lançados pelo Irã.
O ataque surpresa de terça-feira rompeu o padrão de resposta do Irã aos ataques americanos, sinalizando a disposição de Teerã em retomar as hostilidades, afirmou Seth Krummrich, vice-presidente da empresa de segurança Global Guardian e coronel aposentado do Exército dos Estados Unidos.
Segundo Krummrich, a medida sugere que o Irã pretende “responder de forma mais agressiva a futuras ações militares dos EUA e pode estar se afastando da diplomacia”. Ele acrescentou que infraestruturas civis críticas, incluindo aeroportos, redes elétricas, usinas de dessalinização e instalações energéticas do Golfo, poderão voltar a ser alvo.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou na quarta-feira que um conflito prolongado corre o risco de envolver toda a região.
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Siga o Times | CNBCA retomada dos ataques representa a mais recente reviravolta em um conflito que vem provocando forte volatilidade nos mercados de petróleo e interrompendo o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz desde o início dos combates, no fim de fevereiro. Os Estados Unidos haviam suspendido duas semanas de ataques contra alvos iranianos no último fim de semana, enquanto diplomatas buscavam dar “algum espaço” às negociações de paz.
Trump antecipou a retaliação horas antes, ao advertir que ordenaria ataques pesados contra o Irã. “Vamos atingi-los com força. Eles vão apanhar”, disse Trump a um repórter da Fox News no início da quarta-feira.
Leia também: Comando Central dos EUA reforça bloqueio ao Irã e diz ter redirecionado 20 navios comerciais
A retórica de Trump fez os contratos futuros do petróleo Brent fecharem em alta de 7,9% na quarta-feira, a US$ 90,74 por barril, enquanto os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos EUA avançaram 6,6%, encerrando a US$ 84,46 por barril. O petróleo recuava ligeiramente nas negociações asiáticas desta quinta-feira.
As hostilidades se expandiram por toda a região. As forças armadas dos Estados Unidos e da Arábia Saudita lançaram ataques conjuntos na terça-feira contra milícias aliadas do Irã no Iraque, que haviam atacado instalações petrolíferas em Riad e na região oriental da Arábia Saudita. Os houthis do Iêmen reivindicaram ataques contra a infraestrutura de oleodutos sauditas que abastecem o terminal de exportação no Mar Vermelho, em Yanbu.
A ofensiva ocorreu enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se reunia com Trump na Casa Branca para um encontro de 90 minutos descrito como “produtivo” sobre a guerra com o Irã.
Na quarta-feira, Trump também pediu que parlamentares alterassem um projeto de lei sobre sanções à Rússia para lhe conceder autoridade para impor tarifas ao Irã. “Gostaria que incluíssem o Irã com tarifas, não apenas com sanções”, disse a jornalistas no Salão Oval, segundo o jornal The Hill. O comércio de bens entre os Estados Unidos e o Irã somou apenas US$ 60 milhões em 2025.
O agravamento das tensões joga “água fria sobre a ideia de uma rápida desescalada no Golfo Pérsico” e reduz as esperanças de retomada das negociações, afirmou Warren Patterson, chefe de estratégia de commodities do ING Bank.
Leia também: Irã ataca bases dos EUA após cessar-fogo e mísseis são interceptados
Segundo Patterson, os ataques à infraestrutura petrolífera saudita aumentam o risco de interrupções prolongadas no fornecimento, citando relatos de que a refinaria de Jazan, com capacidade de 400 mil barris por dia, foi fechada após ataques dos houthis no fim de semana.
O tráfego de navios-tanque pelo Estreito de Ormuz praticamente parou. O Irã rejeitou uma proposta de Omã para dividir igualmente o controle da navegação pela rota estratégica, exigindo um acordo que lhe conceda controle total sobre o tráfego de entrada e controle parcial sobre as rotas de saída.
A aliança Opep+ deve anunciar um aumento de produção de 188 mil barris por dia para setembro em sua reunião de 2 de agosto, concluindo a reversão de cortes voluntários de 1,65 milhão de barris por dia, afirmou Patterson. Segundo ele, uma vez que as interrupções diminuam, a oferta adicional reforça a perspectiva de um mercado bem abastecido até 2027.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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