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Kevin Warsh assume Fed sob pressão de Trump e com inflação ainda resistente
Publicado 20/05/2026 • 07:00 | Atualizado há 10 minutos
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Publicado 20/05/2026 • 07:00 | Atualizado há 10 minutos
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A chegada de Kevin Warsh ao comando do Federal Reserve coloca o banco central dos Estados Unidos diante de uma combinação difícil: pressão política por cortes de juros, inflação ainda acima da meta e uma economia que não dá margem para decisões baseadas apenas no desejo da Casa Branca. É o que avaliou Bruna Allemann, head da mesa internacional da Nomos, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Bruna disse que Warsh, visto como um perfil conservador desde sua passagem pelo Fed durante a crise de 2008, terá de ajustar sua visão econômica ao cenário atual. “O grande desafio do Warsh agora vai ser trazer essa teoria econômica que em 2008 a gente mudou muito desse tempo, trazer essa teoria econômica que vai colidir muitas vezes com a realidade de dados”, afirmou.
Warsh foi confirmado pelo Senado dos Estados Unidos para presidir o Federal Reserve e chega ao cargo em meio à pressão do presidente Donald Trump por juros mais baixos. A inflação ao consumidor nos EUA avançou 3,8% em abril, ainda distante da meta de 2% do Fed, enquanto economistas consultados pela Reuters esperam manutenção dos juros ao longo de 2026.
Leia também: Kevin Warsh tomará posse como presidente do Federal Reserve na sexta-feira
Segundo Bruna, o novo presidente do Fed deve assumir com a intenção de reduzir o balanço patrimonial da autoridade monetária, movimento que poderia abrir espaço para juros menores. Mas ela ponderou que os dados econômicos podem limitar essa estratégia.
“A economia americana atual não está permitindo esse luxo que os Estados Unidos tinham há algum tempo, inclusive por conta da sua dívida pública”, disse.
Na avaliação da especialista, Warsh pode acabar em situação semelhante à de Jerome Powell, que também foi indicado por Trump e depois se tornou alvo de críticas do presidente. Para Bruna, mesmo com viés conservador, Warsh terá de escolher quais indicadores terão mais peso antes de qualquer flexibilização monetária.
“Ele vai ter que voltar para os livros, para a teoria econômica, e falar: estes dados eu não vou poder mudar tanto quanto eu gosto”, afirmou.
Bruna também disse que o debate não deve se limitar à inflação. Para ela, gastos com defesa, pressões fiscais e o tabuleiro político interno dos Estados Unidos devem pesar na condução da política monetária.
Leia também: Kevin Warsh deve promover mudanças graduais no Fed em meio à pressão por corte de juros, avalia ex da instituição
“Eu não olharia tanto para a inflação em si. Eu olharia qual seria o posicionamento do Warsh em relação a Donald Trump”, disse. Segundo ela, o novo presidente do Fed tende a adotar uma postura mais política ao lidar com a Casa Branca e com os impactos das decisões fiscais e geopolíticas.
A especialista afirmou ainda que a independência do Federal Reserve será central para a credibilidade dos Estados Unidos. “Autonomia do Banco Central é unânime no mundo inteiro para qualquer confiança no mercado global.”
Para Bruna, apesar da pressão de Trump, o Fed tende a preservar sua independência. “Eu ainda aposto que o Banco Central acaba ganhando numa guerra política”, concluiu.
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