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Netanyahu diz que Israel quer zerar dependência militar dos EUA

Publicado 11/05/2026 • 13:55 | Atualizado há 1 dia

KEY POINTS

  • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país pretende reduzir a dependência militar dos Estados Unidos nos próximos dez anos.
  • Netanyahu afirmou que Israel recebe ajuda militar dos EUA há décadas e que o valor atual chega a US$ 3,8 bilhões por ano.
  • "Quero reduzir a zero o apoio financeiro dos EUA, o componente financeiro da cooperação militar que temos", disse.
Trump e Netanyahu

Jonathan Erns / Reuters

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante encontro no clube Mar-a-Lago de Trump, em Palm Beach, Flórida, EUA, em 29 de dezembro de 2025

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou no domingo (10) que o país pretende reduzir a dependência militar dos Estados Unidos nos próximos dez anos.

Em entrevista ao programa 60 Minutes, da emissora americana CBS, Netanyahu afirmou que Israel recebe ajuda militar dos EUA há décadas e que o valor atual chega a US$ 3,8 bilhões por ano.

Questionado pelo apresentador Major Garrett se considerava reavaliar a relação financeira com Washington, o primeiro-ministro respondeu que sim. “Quero reduzir a zero o apoio financeiro dos EUA, o componente financeiro da cooperação militar que temos”, disse.

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“Eu disse: ‘Vamos começar agora e fazer isso ao longo da próxima década, nos próximos dez anos, mas quero começar agora’. Não quero esperar pelo próximo Congresso. Quero começar agora”, acrescentou.

Uma pesquisa do think tank americano Pew Research Center, divulgada no mês passado, mostrou que 60% dos adultos nos EUA têm uma visão desfavorável de Israel e que 59% têm pouca ou nenhuma confiança em Netanyahu para tomar as melhores decisões em relação aos assuntos globais.

Para o primeiro-ministro, a queda do apoio americano a Israel é consequência do “crescimento exponencial das redes sociais”. “Temos vários países que basicamente manipularam as redes sociais. E fazem isso de forma inteligente. E isso nos prejudicou muito”, afirmou.

“Israel está sitiado na frente midiática, na frente da propaganda, e não temos nos saído bem nessa guerra de propaganda”, acrescentou.

Leia também: “Totalmente inaceitável”: Trump reage à proposta do Irã para o fim da guerra

Guerra no Oriente Médio

Netanyahu também respondeu a perguntas sobre a guerra no Oriente Médio. Questionado se o conflito havia chegado ao fim, ele afirmou que ainda “há trabalho a ser feito”.

“Acho que conquistamos muito, mas não acabou, porque ainda há material nuclear, urânio enriquecido, que precisa ser retirado do Irã”, disse.

Horas antes da exibição da entrevista, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não havia aprovado a resposta iraniana à última proposta americana. “Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gostei — TOTALMENTE INACEITÁVEL”, escreveu o republicano em publicação na Truth Social.

Netanyahu afirmou que o conflito contra o Irã deveria ser separado da guerra com o grupo militante Hezbollah, no Líbano. “O que o Irã gostaria de fazer é dizer: ‘Não, sabe, se conseguirmos um cessar-fogo aqui, queremos um cessar-fogo lá'”, acrescentou.

Leia também: Israel: Netanyahu acusa Hezbollah de travar acordo com Líbano e avisa que seguirá bombardeando

Ele também foi questionado sobre uma reportagem do jornal The New York Times, que afirmou que Israel acreditava que, após os ataques a Teerã em conjunto com os EUA, o governo iraniano ficaria tão enfraquecido que não conseguiria bloquear o Estreito de Ormuz.

“Acho que o problema do Estreito de Ormuz foi compreendido à medida que os combates prosseguiam”, disse.

“Sabe, existe um grande risco para o Irã fazer isso. E levou um tempo para eles entenderem a dimensão desse risco, o que eles entendem agora. Não, eu não afirmo ter previsão perfeita, e ninguém tinha previsão perfeita. Nem os iranianos”, acrescentou.

O primeiro-ministro disse ainda que a China forneceu “certo nível de apoio e componentes específicos para a fabricação de mísseis” ao Irã desde o início do conflito. Questionado se ficava incomodado com isso, ele respondeu apenas que não gostou.

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