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Netanyahu presta depoimento pela última vez na Justiça
Publicado 24/06/2026 • 10:19 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 24/06/2026 • 10:19 | Atualizado há 3 meses
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World Economic Forum/swiss-image
O primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prestou depoimento nesta quarta-feira (24) pela última vez perante o tribunal, onde afirmou que o objetivo dos promotores era “encontrar algo” contra ele, embora tenha ressaltado que, no fim das contas, “eles não encontraram nada”.
O premiê aproveitou suas alegações finais para atacar o Ministério Público e ressaltar que está sofrendo perseguição no âmbito dos três processos de corrupção abertos contra ele, embora tenha prolongado o processo por meses – desde o início das audiências, no final de 2024 – alegando problemas de saúde, riscos à segurança nacional e questões diplomáticas.
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“O objetivo era encontrar algo, mas não encontraram nada. Interrogaram todos os meus familiares e amigos, utilizaram métodos que são impensáveis. Destruíram famílias. Não estavam procurando um crime específico, estavam procurando uma pessoa e não encontraram nada”, afirmou, segundo informações coletadas pelo Canal 13.
Nesse sentido, lamentou que “uma equipe enorme tenha se dedicado a isso com um capital imenso e centenas de milhares de shekels”. “O que deveria ter sido a aplicação da lei se transformou na sua própria derrubada”, observou.
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“Dava para perceber logo que não havia nada, que tudo era em vão. Até hoje, não sei do que sou acusado no ‘caso 2000′”, afirmou ele a respeito de um dos processos que ainda está pendente.
Nesse caso, está sendo investigado o pagamento de supostos subornos a meios de comunicação, o que envolve o editor e proprietário do jornal israelense ‘Yediot Aharonot’, Arnon ‘Noni’ Mozes.
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Siga o Times | CNBCSegundo a acusação, ambos discutiram um possível acordo pelo qual Mozes melhoraria a cobertura sobre Netanyahu no jornal em troca de medidas que limitariam o “Israel Hayom”, um jornal rival cuja distribuição gratuita representava uma grave ameaça econômica para o “Yediot Aharonot”.
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“Compreendo a construção fictícia do ‘caso 4000’, que desmorona diante dos meus olhos. Mas e no ‘caso 2000’? De táticas contra um adversário político? Agi contra o desejo dele de fechar um jornal de direita, sacrifiquei meu governo por isso É uma caça às bruxas”, afirmou ao abordar o caso mais grave aberto contra ele, no qual enfrenta acusações de promover regulamentações que beneficiaram o acionista majoritário do grupo Bezeq, Shaul Elovitch, em troca de uma cobertura favorável ao governo por parte do portal de notícias Walla.
“Depois passam para outro caso e me interrogam sobre a Lei de Doações, fazem as mudanças que querem e, mesmo assim, não dá certo. (…) Eles criam uma quebra de confiança. Sobre o quê?”, questionou-se, antes de afirmar que “onde há uma quebra de confiança é quando se chantageia e ameaça testemunhas”.
“Isso é uma tentativa de causar dano, um dano direto e intencional, uma obstrução política para impedir que os cidadãos de Israel elejam quem quiserem”, declarou.
Netanyahu tem usado seu estado de saúde repetidas vezes para evitar depor perante a Justiça no âmbito dos processos de corrupção que ainda tem em andamento. O primeiro-ministro afirmou não poder comparecer aos tribunais em várias ocasiões, alegando diversas afecções, mas também por questões de “segurança nacional”.
Ele é o primeiro político na história de Israel a ser indiciado enquanto ocupa o cargo de primeiro-ministro e foi acusado de pagar subornos, fraude e abuso de poder em três casos, após investigações lideradas pelo agora ex-procurador-geral Avichai Mandelblit.
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