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“O dia mais sortudo da minha vida”: Warren Buffett diz que nascer americano o ajudou a construir sua fortuna
Publicado 08/05/2025 • 11:35 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 08/05/2025 • 11:35 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Adam Jeffery | CNBC
Warren Buffett
O presidente da Berkshire Hathaway, Warren Buffett, sempre acreditou nos Estados Unidos — mesmo quando outros investidores vacilaram. Esse otimismo continua firme.
Durante a reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway, realizada no sábado, um membro da plateia sugeriu que, diante de “mudanças significativas e potencialmente revolucionárias”, os investidores poderiam estar perdendo a fé no país cujas ações renderam ao bilionário de 94 anos sua imensa fortuna.
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“Na sua visão, os investidores estão sendo excessivamente pessimistas em relação à economia dos EUA? Ou o país está de fato entrando em um período de mudanças fundamentais que exigem uma reavaliação a partir de uma nova perspectiva?”, perguntou o participante, por meio da repórter da CNBC Becky Quick.
“Estamos sempre em processo de mudança, e sempre vamos encontrar todo tipo de coisa para criticar no país. Mas o dia mais sortudo da minha vida foi o dia em que nasci, porque nasci nos Estados Unidos”, respondeu Buffett. “Naquela época, cerca de 3% de todos os nascimentos no mundo ocorriam nos Estados Unidos. Eu simplesmente tive sorte — e tive sorte de nascer branco, entre outras coisas.”
Não é a primeira vez que investidores americanos demonstram preocupação com o futuro de longo prazo do país. Durante a crise financeira de 2007 a 2009, por exemplo, muitos fugiram das ações americanas, levando o índice S&P 500 a cair mais de 50%.
Em 2008, Buffett escreveu uma carta para o The New York Times com o título: “Compre ações americanas. Eu estou comprando”.
Embora tenha admitido que não sabia para onde os preços das ações iriam no curto prazo, ele se mostrou confiante de que os papéis americanos retomariam sua trajetória histórica de valorização.
“Temores quanto à prosperidade de longo prazo das muitas empresas sólidas do país não fazem sentido”, escreveu. “Essas empresas vão, sim, enfrentar oscilações nos lucros, como sempre enfrentaram. Mas a maioria das grandes companhias vai bater novos recordes de lucro em 5, 10 e 20 anos.”
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Siga o Times | CNBCDiante do cenário econômico e político atual, investidores podem enxergar um país em profunda transformação. Mas alguém que investe há tanto tempo quanto Buffett consegue ver até mesmo mudanças radicais não como um choque, mas como parte do curso natural das coisas.
“Se você acha que os Estados Unidos não mudaram desde que eu nasci, em 1930, é porque não está prestando atenção”, disse Buffett no sábado. “Já passamos por todo tipo de situação — grandes recessões, guerras mundiais, o desenvolvimento da bomba atômica — coisas que nunca imaginávamos quando eu nasci. Então, eu não ficaria desanimado pelo fato de ainda não termos resolvido todos os problemas que surgiram.”
Isso não significa que os Estados Unidos não enfrentem desafios no curto prazo. Embora não tenha feito críticas diretas ao atual governo, Buffett alertou, por exemplo, sobre o uso de tarifas, dizendo que esse tipo de política comercial pode ser interpretado como “um ato de guerra”.
“Não acho certo, nem acho inteligente”, afirmou. “Quanto mais próspero o resto do mundo se tornar, não será às nossas custas — mais prósperos também nos tornaremos, e mais seguros nos sentiremos, assim como seus filhos sentirão um dia.”
Ainda assim, ele não trocaria a oportunidade de viver e investir na América. “Se eu estivesse para nascer hoje, ficaria negociando dentro do útero até me garantirem que eu poderia nascer nos Estados Unidos”, disse.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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