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O Estreito de Ormuz voltou a operar, mas por que a recuperação global do petróleo deve ser lenta?
Publicado 17/06/2026 • 06:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 17/06/2026 • 06:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Pexels
O Estreito de Ormuz deve reabrir totalmente após um acordo entre Estados Unidos e Irã, mas o mercado global de energia ainda não deve voltar ao equilíbrio tão cedo.
Embora o fluxo marítimo comece a ser restabelecido, projeções do setor indicam que a normalização completa pode avançar até 2027, refletindo os impactos logísticos e financeiros acumulados ao longo da crise, segundo a Fortune.
Leia também: Trump: Estreito de Ormuz estará totalmente aberto em até 60 dias
A recente crise reduziu de forma significativa a oferta mundial de petróleo. Em apenas três meses, o mercado perdeu cerca de 2 bilhões de barris, o que obrigou países consumidores a utilizarem estoques estratégicos em ritmo acelerado e, em alguns casos, a adotarem medidas de racionamento.
Ao mesmo tempo, o choque desorganizou toda a cadeia energética. Refinarias ajustaram níveis de produção, embarques foram redirecionados e milhares de navios-tanque mudaram suas rotas.
Esse redesenho elevou custos operacionais e aumentou a volatilidade dos preços, que reagiram de forma intensa ao cenário de incerteza.
Com o memorando firmado entre os dois países, o estreito volta a operar, mas a recuperação do fluxo não ocorre de forma imediata.
O setor ainda enfrenta entraves relevantes, como riscos de minas submarinas, elevação dos custos de seguro e navios fora de posição, o que dificulta a reorganização logística.
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Siga o Times | CNBCAnalistas da Capital Economics estimam que cerca de 80% dos fluxos energéticos retornem até o fim do terceiro trimestre. No entanto, o equilíbrio completo depende da normalização do transporte marítimo global, processo que pode se estender por anos.
Leia também: Petróleo despenca após acordo entre EUA e Irã e reabertura do Estreito de Ormuz
Durante o bloqueio, produtores do Golfo armazenaram petróleo até atingir a capacidade máxima, o que forçou cortes na produção.
Agora, a liberação desses estoques precisa ocorrer para restabelecer o fluxo normal. Além disso, países consumidores devem recompor reservas estratégicas, o que sustenta a demanda no curto prazo.
A China segue como ator central por ter utilizado parte de seus estoques durante a crise para equilibrar o mercado. Para a Oxford Economics, a produção global tende a acompanhar a retomada do tráfego no estreito, desde que a segurança melhore.
Ainda assim, o principal gargalo no Estreito de Ormuz não está na capacidade produtiva, mas na logística marítima, nos seguros e na confiança operacional do setor.
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