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ONU corta assistência alimentar em Gaza e deixa 500 mil palestinos sem auxílio por falta de financiamento

Publicado 20/10/2026 • 13:45 | Atualizado há 6 minutos

KEY POINTS

  • 500 mil palestinos deixarão de receber assistência alimentar após o corte anunciado pelo PMA.
  • A distribuição diária de refeições quentes cairá de 250 mil para 150 mil.
  • - Na Cisjordânia, o número de pessoas atendidas pelo programa já foi reduzido de 400 mil para 200 mil.
gaza

Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU

Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU GAZA

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU anunciou, nesta terça-feira (20), que vai reduzir em um terço a assistência alimentar em Gaza devido à falta de financiamento. Com o corte, cerca de 500 mil palestinos deixarão de receber auxílio, em um momento crítico, marcado pela aproximação do inverno.

A fome em Gaza continua sendo um problema persistente, mesmo após o cessar-fogo de outubro de 2025, e afeta quase toda a população do território. Segundo informações divulgadas pelo próprio PMA, nos últimos três anos, a assistência alimentar oferecida pelo programa foi essencial para 90% das famílias da região.

Enquanto isso, estimativas apontam que 67% da população de Gaza enfrenta insegurança alimentar aguda em níveis de crise ou piores, classificados como Fase 3 ou superior pela Classificação Integrada de Fases da Segurança Alimentar (IPC). Além disso, apenas uma em cada cinco crianças consome uma dieta suficientemente diversificada.

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O que vai mudar?

Segundo o relatório do PMA, as medidas de redução da assistência incluem:

  • Menos pessoas atendidas: o número de beneficiários de assistência alimentar e financeira em Gaza cairá de 1,6 milhão para 1,1 milhão.
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  • Redução dos pacotes de alimentos: famílias que recebiam dois pacotes passarão a receber apenas um.
  • Menos refeições quentes: a distribuição diária será reduzida de 250 mil para 150 mil refeições.
  • Mudanças em áreas de difícil acesso: famílias que vivem em regiões de acesso restrito, incluindo áreas próximas à Linha Amarela de controle militar israelense, receberão refeições quentes em dias alternados, em vez de diariamente.
  • Corte na assistência financeira: o valor dos auxílios destinados a 75 mil famílias será reduzido.

Apesar dos cortes, o PMA continuará apoiando padarias responsáveis por atender a um terço da demanda por pão em Gaza. O programa também manterá a assistência nutricional a 300 mil mulheres e crianças e a distribuição de lanches escolares saudáveis para 200 mil estudantes.

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Cisjordânia

A Cisjordânia também será afetada pela redução dos recursos. Em setembro, o PMA já havia reduzido pela metade suas operações na região, diminuindo de 400 mil para 200 mil o número de pessoas atendidas pela assistência alimentar.

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