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CNBCSony eleva preços do PS5 em até R$ 786 e cita pressões da economia global

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Operações com petróleo antes de anúncio de Trump geram suspeitas de uso de informação privilegiada

Publicado 27/03/2026 • 16:38 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Movimentações atípicas no mercado de petróleo ocorreram minutos antes de anúncio de Trump, levantando suspeitas de uso de informação privilegiada.
  • Transações envolveram centenas de milhões de dólares e podem ter gerado lucros de dezenas de milhões com queda do petróleo e alta de Wall Street.
  • Episódio reforça críticas sobre conflitos de interesse e falta de regulação, embora não haja provas de envolvimento direto do governo.
Uma onda de vendas no mercado de petróleo poucos minutos antes de um anúncio de Donald Trump, na segunda-feira (23), gerou suspeitas entre operadores e autoridades, que identificaram possíveis indícios de uso de informação privilegiada.

Uma onda de vendas no mercado de petróleo poucos minutos antes de um anúncio de Donald Trump, na segunda-feira (23), gerou suspeitas entre operadores e autoridades, que identificaram possíveis indícios de uso de informação privilegiada.

Em um intervalo de apenas dois minutos, por volta das 10h50 GMT, foram negociados milhares de produtos financeiros atrelados ao preço do petróleo, volume considerado muito acima do padrão, que normalmente fica em algumas centenas nesse mesmo período.

Ao mesmo tempo, os mesmos agentes passaram a apostar fortemente na alta da Bolsa de Nova York, indicando uma estratégia coordenada diante de expectativa de mudança no mercado.

Cerca de 15 minutos depois, Donald Trump publicou mensagem em sua rede Truth Social, afirmando que havia tido conversas “produtivas” com o Irã, o que representou uma mudança significativa de tom em relação à postura anterior.

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No sábado anterior, o presidente havia dado 48 horas para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques a infraestruturas energéticas, elevando as tensões no mercado.

O valor teórico das operações realizadas antes do anúncio chegou a várias centenas de milhões de dólares, e, segundo cálculos de um operador consultado pela AFP, essas transações podem ter gerado lucros de dezenas de milhões de dólares, aproveitando a queda do petróleo e a alta de Wall Street após a declaração de Trump.

Ver transações desse tamanho antes de um anúncio é suspeito”, afirmou Michael Lynch, analista da Strategic Energy & Economic Research. “É algo incomum no mercado de petróleo”, acrescentou.

A movimentação gerou forte reação política. O senador democrata Chris Murphy questionou publicamente: “Quem foi? Trump? Um membro da família? Alguém da Casa Branca? Isso é uma corrupção alucinante”.

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Apesar das suspeitas, não há evidências até o momento que liguem diretamente Trump às operações. Um porta-voz da Casa Branca afirmou que insinuações sem provas são infundadas e irresponsáveis.

Antecedentes

O episódio ocorre após outros casos recentes com características semelhantes, aumentando a desconfiança no mercado. No início de janeiro, um usuário ganhou mais de US$ 400 mil (R$ 2,1 milhões) ao apostar na queda do presidente venezuelano Nicolás Maduro poucas horas antes de sua captura.

Semanas depois, seis contas na plataforma Polymarket lucraram cerca de US$ 1,2 milhão (R$ 6,3 milhões) ao apostar em um ataque dos Estados Unidos contra o Irã, pouco antes do início da ofensiva.

Segundo análise do site Bubblemaps, os valores foram posicionados horas antes dos bombardeios, reforçando suspeitas de acesso antecipado a informações relevantes.

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Para Jordan Libowitz, vice-presidente da organização de ética Crew, episódios como esse levam a questionamentos sobre se governos atuam no interesse público ou favorecem determinados grupos.

O caso também se insere em um contexto mais amplo de críticas a conflitos de interesse envolvendo Trump, levantadas por democratas e organizações não governamentais desde o início de seu segundo mandato.

A família Trump, segundo relatos, teria obtido centenas de milhões de dólares em lucros com criptomoedas, mercado cuja desregulamentação foi incentivada pelo presidente.

Procurados, o CME, principal mercado global de derivativos, e a CFTC, reguladora do setor, não comentaram o caso. A SEC também se recusou a se manifestar.

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Especialistas ressaltam que operações financeiras deixam rastros, o que permitiria identificar os responsáveis. Ainda assim, críticos apontam falhas na regulação. “Alguém precisa ser exposto por uso de informação privilegiada”, afirmou o republicano Jimmy Munson, candidato ao Senado estadual de Minnesota.

Para Mark Neuman, da Hero Asset Management, a ausência de fiscalização mais rigorosa compromete a confiança. “A integridade dos mercados está sendo destruída”, concluiu.

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