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Passageiros deixam cruzeiro afetado por surto de hantavírus nas Ilhas Canárias
Publicado 10/05/2026 • 09:10 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 10/05/2026 • 09:10 | Atualizado há 1 mês
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Jorge Guerrero / AFP
Passageiros vestindo trajes de proteção azuis embarcam em um ônibus militar após serem evacuados do navio de cruzeiro MV Hondius, de bandeira holandesa, atingido por um surto de hantavírus
Os ocupantes do navio de cruzeiro MV Hondius começaram a deixar a embarcação neste domingo (10), nas Ilhas Canárias, após um surto de hantavírus provocar preocupação internacional. O desembarque ocorreu em Tenerife, segundo informou o Ministério da Saúde da Espanha.
De acordo com a pasta, “o desembarque dos passageiros e do tripulante espanhol começou”. Jornalistas da AFP relataram ter visto cinco pessoas deixando o navio em uma pequena embarcação em direção ao porto.
Também neste domingo, autoridades do Reino Unido informaram que militares britânicos realizaram uma operação aérea para entregar ajuda médica urgente a um paciente com suspeita de hantavírus na ilha de Tristão da Cunha, território ultramarino britânico no Atlântico Sul.
Segundo o Ministério da Defesa britânico, uma equipe especializada do Exército saltou de paraquedas sobre a ilha para prestar assistência. Um dos três cidadãos britânicos diagnosticados com suspeita de hantavírus ligado ao surto no MV Hondius está no local.
Leia também: Surto de hantavírus em cruzeiro leva Espanha a montar esquema de isolamento nas Ilhas Canárias
A operação contou com seis paraquedistas e dois profissionais militares de saúde, integrantes da 16ª Brigada de Assalto Aéreo, que saltaram de uma aeronave A400M da Força Aérea Real britânica (RAF).
Além da equipe médica, foram lançados por via aérea suprimentos de oxigênio e outros materiais de emergência.
A resposta emergencial foi organizada após a Agência de Segurança em Saúde do Reino Unido (UKHSA) confirmar na sexta-feira (8) uma suspeita de infecção em um cidadão britânico na ilha.
O arquipélago de Tristão da Cunha, formado por ilhas vulcânicas e com população de cerca de 220 habitantes, não possui pista de pouso e só pode ser acessado por barco.
Com os estoques de oxigênio em níveis críticos, autoridades afirmaram que o lançamento aéreo era a única alternativa viável para entregar atendimento médico a tempo e reforçar a equipe local, composta por apenas duas pessoas.
Leia também: OMS confirma mais um caso de hantavirus; passageiro suíço é tratado em hospital de Zurique
A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, classificou a missão como uma “operação extraordinária”.
Segundo o governo britânico, a operação envolveu um voo de quase 6.800 quilômetros entre a base da RAF em Brize Norton, na Inglaterra, e a Ilha de Ascensão, seguido de outro trajeto de aproximadamente 3.000 quilômetros até Tristão da Cunha.
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Seguir no GoogleO ministro das Forças Armadas, Al Carns, afirmou que a missão foi executada em “circunstâncias extremamente desafiadoras” e com “máximo profissionalismo e controle sob pressão”.
Os outros dois cidadãos britânicos ligados ao surto de hantavírus no cruzeiro haviam sido evacuados anteriormente para a Holanda e a África do Sul.
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