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Petróleo fecha em queda após decisão do Fed e sinais de oferta em dia de dólar forte
Publicado 18/09/2025 • 17:49 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 18/09/2025 • 17:49 | Atualizado há 1 ano
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Foto: Unsplash
Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta quinta-feira (18) em baixa, enquanto investidores ainda digerem o corte na taxa de juros feito pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) na quarta-feira (17).
O fortalecimento do dólar também pesou sobre as cotações da commodity. O mercado segue atento a possíveis novas sanções da União Europeia contra a Rússia e avalia se a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) pode aumentar a produção.
O barril do WTI para novembro, negociado na Bolsa de Nova York (Nymex), caiu 0,69% (US$ 0,44, cerca de R$ 2,33, na cotação atual), fechando a US$ 63,26 (R$ 335,67). Já o Brent para novembro, negociado na ICE de Londres, recuou 0,75% (US$ 0,51 – R$ 2,71), terminando a US$ 67,44 (R$ 357,81).
A analista sênior do Swissquote Bank, Ipek Ozkardeskaya, destaca que o petróleo bruto continua limitado perto dos US$ 65 (R$ 345,77) por barril, já que a força do dólar impede altas maiores. “Não parece provável que o preço consiga romper de forma consistente a faixa entre US$ 62 (R$ 328,86) e US$ 65 (R$ 345,77) nesta semana”, afirmou.
Nesta quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, voltaram a pedir mais pressão sobre a Rússia, tentando forçar o fim da guerra com a Ucrânia. “Se o preço do petróleo desabasse, Vladimir Putin encerraria a guerra na mesma hora”, disse o americano.
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A chance de interrupção no fornecimento de petróleo russo ajudou a sustentar os preços na semana passada, enquanto o temor de aumento de produção pela Opep+ tem limitado ganhos, segundo o ING. A forte queda dos estoques americanos de petróleo nesta semana e o corte de juros do Fed também “ajudaram a segurar as perdas”, aponta o banco holandês.
Normalmente, juros mais baixos estimulam a economia e aumentam a procura por combustíveis, o que tende a puxar os preços do petróleo para cima, lembra a Capital Economics.
No entanto, os investidores podem ter visto a decisão do Fed como uma medida preventiva para evitar riscos negativos, e não necessariamente como o começo de uma política de corte mais agressiva, explica a consultoria.
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