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Síria busca acordo de segurança com Israel e vê caminho para “paz abrangente”
Publicado 27/07/2026 • 00:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 27/07/2026 • 00:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Síria, Geir Pedersen, apelou neste sábado (7) por calma no país.
Foto: Celal Gunes/Anadolu.
O presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, afirmou neste domingo (26) que o país trabalha para fechar um acordo de segurança com Israel e espera que a negociação abra caminho para uma solução de paz mais ampla.
Em entrevista à emissora Al Jazeera, al-Sharaa disse que as conversas têm a participação de vários países, mas não informou quais governos estão envolvidos. Segundo o presidente, um eventual entendimento não significará a renúncia da Síria às Colinas de Golã.
O território foi ocupado por Israel durante a guerra de 1967. Em 1981, o governo israelense estendeu suas leis e sua administração à região, em uma anexação não reconhecida pelas Nações Unidas.
Al-Sharaa afirmou ainda que Damasco tenta evitar uma escalada militar com Israel. Para ele, um acordo de segurança poderia interromper os confrontos e criar condições para uma negociação mais abrangente.
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As conversas ocorrem após uma série de ataques aéreos e incursões israelenses em território sírio desde a queda do governo de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.
Após a saída de Assad, tropas israelenses também avançaram sobre a zona de separação monitorada pela Organização das Nações Unidas (ONU) no sul da Síria. Israel afirma que a presença militar é necessária para impedir ameaças perto de sua fronteira.
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Siga o Times | CNBCSíria e Israel retomaram negociações mediadas pelos Estados Unidos em janeiro deste ano. As discussões têm como uma das referências o acordo de separação de forças de 1974, que criou uma área desmilitarizada acompanhada por observadores da ONU.
Al-Sharaa já havia defendido que qualquer entendimento deveria preservar a soberania, a integridade territorial e o espaço aéreo da Síria.
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Na entrevista, o presidente sírio também afirmou que não pretende realizar uma intervenção militar no Líbano.
Segundo al-Sharaa, seu governo discute formas de apoiar as autoridades libanesas na busca por estabilidade, mas considera que a crise do país não será resolvida apenas por medidas de segurança.
Israel e Líbano anunciaram, em junho, um acordo que prevê a retirada gradual das forças israelenses do sul libanês, o avanço do Exército do Líbano sobre a região e medidas para o desarmamento do Hezbollah. A implementação do entendimento segue em andamento.
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