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Moody’s projeta forte impacto nas margens dos setores químico, aéreo e de construção com crise em Ormuz
Publicado 28/05/2026 • 08:49 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 28/05/2026 • 08:49 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
As empresas químicas, as companhias aéreas e o setor da construção são os segmentos não financeiros mais afetados pela guerra no Oriente Médio e pelo fechamento prolongado do Estreito de Ormuz.
O estudo da Moody’s avaliou a exposição de cada setor por meio de três canais de risco: mercados de energia e cadeias de suprimentos, condições macrofinanceiras e riscos geopolíticos e de segurança.
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Os três setores são os mais impactados por um eventual bloqueio prolongado no Estreito de Ormuz porque possuem uso intensivo de energia, estruturas de custos rígidas e poder de precificação limitado.
O setor químico na região da Ásia-Pacífico é o mais afetado, pois sua produção depende fortemente do petróleo do Oriente Médio, e a nafta (derivada do petróleo) é um de seus principais insumos.
Já o aumento do custo do combustível de aviação deixa cerca de um quarto das companhias aéreas com rating avaliado com uma exposição geral muito negativa ao conflito, enquanto as demais apresentam exposição moderadamente negativa. A alta persistente dos combustíveis tende a pressionar a rentabilidade das empresas aéreas, especialmente as dos EUA.
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Já o setor de construção, que engloba apenas os fabricantes de produtos acabados e manufaturados, excluindo fornecedores de matérias-primas brutas, sofre com a pressão nos custos de fabricação devido à alta do petróleo e a uma desaceleração generalizada na atividade de construção, principalmente nos EUA e na Europa, o que deve limitar o volume de vendas de produtos considerados mais discricionários.
Além do impacto operacional direto, o estudo da Moody’s Ratings alerta que uma disrupção prolongada no Estreito de Ormuz pode desencadear uma reprecificação decisiva nos mercados de capitais. Em um cenário de instabilidade financeira persistente, com juros elevados e spreads de crédito ampliados, cerca de 70% das empresas não financeiras do mundo podem enfrentar exposição negativa em seu nível máximo de risco.
O risco financeiro é agudo para empresas de menor qualidade de crédito (com ratings B1 ou inferior) que possuem mais de 25% de suas dívidas vencendo no curto prazo (entre 2026 e 2027) e que dependem de refinanciamento em condições de mercado significativamente mais adversas.
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