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Petróleo recua 2,45% e Brent opera abaixo de US$ 100 em meio a incertezas no Oriente Médio
Publicado 07/05/2026 • 08:57 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 07/05/2026 • 08:57 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Petróleo em alta: até onde os preços podem subir e o que isso muda para o investidor
O petróleo opera em queda nesta quinta-feira (7), com o contrato futuro do Brent com vencimento em julho de 2026 recuando 2,45% e sendo negociado a US$ 98 por barril às 7h32 no horário de Brasília. O movimento reflete a volatilidade gerada pelas tensões entre Estados Unidos e Irã, que mantêm o Estreito de Ormuz sob risco e pressionam as expectativas globais de crescimento.
O WTI, referência norte-americana de petróleo, também operava em queda de 2,82%, a US$ 93,21 por barril, em sessão marcada por oscilações intensas.
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O estrategista de ações dos EUA do Citi, Scott Chronert, avaliou que a duração do conflito será determinante para os desdobramentos econômicos globais. Segundo ele, a perspectiva de preços elevados do petróleo por um período prolongado afeta as expectativas de crescimento em diversas partes do mercado e influencia diretamente as decisões do Federal Reserve sobre juros. A declaração foi feita ao programa Squawk Box, da CNBC.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (6) que o Irã será bombardeado “em um nível muito mais alto” caso não aceite um acordo de paz. A declaração foi publicada na rede Truth Social e aumentou as incertezas dos investidores sobre a fragilidade das negociações em curso.
Trump sinalizou que a operação militar americana, batizada de Operation Epic Fury, seria encerrada caso Teerã aceitasse os termos acordados. Em caso de acordo, o bloqueio naval dos portos iranianos no Golfo de Omã seria suspenso, permitindo a reabertura do Estreito de Ormuz ao tráfego internacional, incluindo navios iranianos.
Relatório do site Axios indicou que Washington e Teerã estavam próximos de um memorando de entendimento com 14 pontos para encerrar o conflito e estabelecer uma base para negociações futuras. Mesmo assim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, sinalizou que Teerã ainda analisava a proposta e enviaria sua resposta aos mediadores no Paquistão.
Em publicação na rede X, Baqaei citou a Corte Internacional de Justiça para reforçar que negociações exigem boa-fé e não podem ser conduzidas sob coerção ou pressão.
O ex-embaixador dos EUA em Omã, Marc Sievers, afirmou à CNBC que a reabertura total do Estreito de Ormuz tem sido a prioridade imediata das tratativas. Segundo ele, o objetivo é permitir o fluxo de comércio internacional e de energia, desbloqueando petroleiros que estão retidos e eliminando qualquer cobrança imposta pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã sobre embarcações que atravessem o estreito.
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