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Petróleo sobe com impasse entre EUA e Irã e novos ataques em rotas estratégicas

Publicado 18/08/2026 • 16:44 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Petróleo avançou nesta terça-feira (18) diante da redução das expectativas de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã.
  • Brent permaneceu acima de US$ 90 por barril, enquanto Teerã condiciona a reabertura do Estreito de Ormuz ao cumprimento de acordo.
  • Ataques a embarcação em Ormuz e a uma refinaria saudita elevaram a tensão sobre o abastecimento e ajudaram a sustentar as cotações.

Os preços do petróleo avançaram nesta terça-feira (18), sustentados pelo impasse diplomático entre Estados Unidos e Irã e por novos episódios de tensão em duas rotas estratégicas para o mercado de energia: o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro subiu 0,38%, ou US$ 0,32 (R$ 1,67), para US$ 84,06 (R$ 437,95) por barril. Na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para o mesmo mês avançou 0,17%, ou US$ 0,15 (R$ 0,78), a US$ 91,02 (R$ 474,21) por barril.

Ormuz permanece no centro das tensões

O mercado manteve o Brent acima dos US$ 90 por barril em meio às declarações do presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Baqer Ghalibaf, de que o Estreito de Ormuz continuará fechado até que Washington cumpra as condições do acordo provisório firmado em junho, segundo a mídia estatal iraniana.

Do lado americano, o presidente Donald Trump afirmou nesta terça-feira (18) que não há “conversas ou negociações” em andamento com o Irã. Trump também publicou uma imagem que retrata Ormuz como território dos Estados Unidos, ampliando a tensão entre os dois países.

A retomada do diálogo também depende de avanços nas articulações regionais. Os mediadores do Catar aguardam que Omã e Irã cheguem a um entendimento bilateral sobre o Estreito de Ormuz antes que negociações mais amplas entre Washington e Teerã sejam retomadas, segundo a Al Arabiya.

Embarcação é atingida durante travessia

Além do impasse diplomático, novos episódios de segurança marítima mantiveram as preocupações com a circulação de embarcações pela região. A United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que um navio foi atingido por um “projétil desconhecido” durante a travessia do Estreito de Ormuz.

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Segundo a organização britânica, o episódio provocou “uma baixa na tripulação”, acrescentando um novo fator de pressão sobre uma das principais rotas utilizadas para o transporte mundial de petróleo.

A tensão também se estendeu ao Mar Vermelho. Os houthis, do Iêmen, voltaram a atacar com drones a refinaria de Jazan, pertencente à petrolífera saudita Saudi Aramco, segundo a agência de notícias Saba. A informação, porém, não foi confirmada pela Arábia Saudita.

Analista vê petróleo elevado por mais tempo

Para Tracy Shuchart, analista do NinjaTrader Group, o cenário favorece a permanência das cotações em patamares elevados, com o Brent próximo de US$ 90 (R$ 468,90) e o WTI ao redor de US$ 85 (R$ 442,85).

Embora alternativas tenham ajudado a evitar que os preços do petróleo disparassem, o estresse está aparecendo nos derivados, com ataques ucranianos a refinarias russas agravando o problema”, afirmou Shuchart.

A combinação entre restrições em Ormuz, ataques a instalações e embarcações e o impasse entre Estados Unidos e Irã mantém, assim, o risco geopolítico incorporado às cotações do petróleo.

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