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Petróleo fecha em alta após ataque de Israel ao Hamas no Catar
Publicado 09/09/2025 • 16:54 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 09/09/2025 • 16:54 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Os contratos futuros de petróleo terminaram o pregão desta terça-feira (9) em alta, impulsionados pelo aumento do risco geopolítico após o ataque de Israel contra o Hamas no Catar.
Investidores também acompanham a possibilidade de novas sanções dos Estados Unidos contra a Rússia e o papel da China em absorver o excesso de oferta global.
Na bolsa de Nova York (Nymex), o barril do WTI para outubro subiu 0,59% (US$ 0,37 – cerca de R$ 2,01, na cotação atual), fechando a US$ 62,63 (R$ 339,93). Já o Brent para novembro, negociado em Londres (ICE), avançou 0,56% (US$ 0,37 – R$ 2,01), encerrando a US$ 66,39 (R$ 359,82) por barril.
Segundo a consultoria Rystad Energy, o ataque de Israel representa um novo capítulo na escalada das tensões no Oriente Médio. “O que antes era uma rota de negociação instável agora parece fechada, reduzindo as chances de uma solução rápida para o conflito”, avaliou a Rystad. Para a empresa, cresce o risco de que a crise se espalhe para outros países da região.
Pouco antes do fechamento desta reportagem, o Irã anunciou um acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para um novo marco de cooperação. O país havia suspendido colaborações em resposta aos ataques realizados em junho por Israel e pelos EUA contra suas instalações nucleares.
De acordo com o BOK Financial, o mercado está mais focado nas tensões geopolíticas e menos preocupado com a retirada gradual dos cortes de produção planejados pela Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados).
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Outro fator que pode influenciar o preço do petróleo a curto prazo é a possibilidade de o governo Trump impor sanções mais rígidas à Rússia e aos seus compradores. “Até agora, as sanções tiveram pouco efeito. Mas se passarem a mirar os compradores, a volatilidade dos preços do petróleo pode aumentar novamente”, destacou a instituição.
O banco alemão Commerzbank ressaltou que a China vem desempenhando um papel essencial ao absorver o excesso de petróleo disponível no mercado internacional – e deve continuar assim. Segundo dados de importação, produção e refino, a consultoria estima que, de março a julho, o acúmulo implícito de petróleo pela China ficou em média em 1,4 milhão de barris por dia.
“Esse papel deve continuar nos próximos meses, o que pode evitar uma queda mais brusca nos preços do petróleo”, apontou o banco.
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