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Presidentes de China e França prometem cooperação em comércio e enfrentamento de crises
Publicado 04/12/2025 • 10:52 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 04/12/2025 • 10:52 | Atualizado há 7 meses
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Sarah Meyssonnier / POOL / AFP
O presidente da China, Xi Jinping (E), ao lado do presidente da França, Emmanuel Macron, durante uma cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo, em Pequim, em 4/12/2025
O presidente francês, Emmanuel Macron, reuniu-se nesta quinta-feira (4/12) com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, durante visita de Estado de três dias centrada em comércio e diplomacia. China e França prometeram aprofundar a cooperação em temas globais – da guerra na Ucrânia ao comércio – enquanto Paris se prepara para assumir a presidência do Grupo dos Sete (G7) em 2026.
Macron tentou persuadir Pequim a pressionar a Rússia por um cessar-fogo na Ucrânia, após avanços diplomáticos em torno de um plano de paz liderado pelos EUA. “Enfrentamos o risco de desintegração da ordem internacional que garantiu décadas de paz. Nesse contexto, o diálogo entre China e França é mais essencial do que nunca”, afirmou o líder francês. “Espero que a China se junte ao nosso apelo por, no mínimo, uma moratória nos ataques a infraestruturas críticas.”
Xi respondeu que “a China apoia todos os esforços em prol da paz” e defendeu um acordo aceitável para todas as partes, sem atender diretamente o pedido francês. Pequim tem dado respaldo diplomático e econômico a Moscou desde 2022.
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Xi anunciou a destinação de US$ 100 milhões (R$ 533 milhões) para a crise humanitária em Gaza, além de apoio à reconstrução do território.
Mais confiança política e comércio
O líder chinês pediu maior confiança política mútua, ressaltando a “independência” de cada país. “China e França devem erguer a bandeira do multilateralismo e ficar do lado certo da história”, afirmou.
Xi anunciou que os dois países concordaram em ampliar a cooperação nas áreas aeroespacial e de aeronáutica e energia nuclear, assim como em novos setores como os de indústrias verdes e inteligência artificial. Foram assinados 12 acordos, incluindo para a conservação de pandas e intercâmbio em educação superior e pesquisa.
No ano passado, a União Europeia acumulou déficit comercial superior a 300 bilhões de euros com a China. Sozinha, a China responde por 46% do déficit comercial total da França.
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