BREAKING NEWS:

Exército dos EUA lança ataques em retaliação ao abate de helicóptero pelo Irã

CNBC
SpaceX

CNBCIPO da SpaceX: preço está definido, mas distribuição das ações para investidores de varejo ainda é incerta

Mundo

Primeiro data center subaquático do mundo começa a operar; veja onde

Publicado 09/06/2026 • 17:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O novo centro de dados está localizado a mais de 10 quilômetros da costa de Xangai, em uma área próxima à zona tecnológica de Lingang.
  • O projeto integra os esforços chineses para ampliar sua capacidade tecnológica em áreas ligadas à inteligência artificial.
  • Em 2018, a Microsoft realizou testes semelhantes nas águas das Ilhas Orkney, na Escócia.

Foto: The Guardian/AFP

Como a China pretende resolver um dos maiores desafios da inteligência artificial

A China colocou em operação o primeiro centro de dados subaquático do mundo, abastecido por energia eólica offshore.

O projeto começou a funcionar em maio na costa de Xangai e faz parte da estratégia do país para atender à crescente demanda energética provocada pela expansão da inteligência artificial, ao mesmo tempo em que busca reduzir o consumo de eletricidade e água.

O novo centro de dados está localizado a mais de 10 quilômetros da costa de Xangai, em uma área próxima à zona tecnológica de Lingang.

De acordo com o The Guardian, a instalação foi construída a cerca de 10 metros abaixo da superfície do mar e recebe energia de um parque eólico offshore instalado na região.

Leia também: Confrontos perto de Trípoli levam Líbia a interromper operação da maior refinaria de petróleo do país

Com capacidade de 24 megawatts, o empreendimento foi desenvolvido por meio de uma parceria entre a HiCloud Technology e a estatal China Communications Construction.

A proposta é aproveitar as condições naturais do ambiente marinho para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência energética.

A água do mar atua como sistema natural de resfriamento dos equipamentos, diminuindo a necessidade de sistemas convencionais de climatização.

Consumo de energia e água é menor

Nos centros de dados instalados em terra, uma parcela significativa da eletricidade consumida é destinada ao resfriamento dos servidores, que geram calor continuamente durante o processamento de informações.

Segundo dados divulgados pelas autoridades chinesas, a estrutura submarina de Lingang consome mais de 20% menos energia do que um centro de dados tradicional de porte equivalente.

Leia também: Mercado de trabalho resiliente e petróleo pressionado devem dificultar cortes de juros nos EUA, diz economista

Além da economia de eletricidade, o modelo reduz a necessidade de utilização de água doce, recurso amplamente empregado nos sistemas de refrigeração convencionais, e tem sido alvo de preocupação diante do crescimento acelerado da infraestrutura necessária para a inteligência artificial.

Expansão da I.A impulsiona investimentos

O projeto integra os esforços chineses para ampliar sua capacidade tecnológica em áreas ligadas à inteligência artificial.

Nos últimos anos, o governo do país colocou a IA entre as prioridades estratégicas para o desenvolvimento econômico e industrial.

Dentro desse planejamento, Pequim tem incentivado a construção de novos centros de dados e prometido ampliar o fornecimento de energia limpa para alimentar essa infraestrutura até o fim da década.

Leia também: Impacto da alta no petróleo nos preços de combustíveis no Brasil é da ordem de 20%, diz Durigan

O centro de dados de Lingang recebeu investimento de aproximadamente 1,6 bilhão de yuans, equivalente a cerca de R$ 1,2 bilhão na cotação atual.

China avança em modelo testado por outros países

Embora a China seja responsável pelo primeiro centro de dados subaquático movido por energia eólica, a ideia de instalar servidores no fundo do mar não é inédita.

Em 2018, a Microsoft realizou testes semelhantes nas águas das Ilhas Orkney, na Escócia. Os resultados apontaram ganhos de eficiência, mas o projeto não avançou para uma expansão comercial de grande escala.

Leia também: Correios podem registrar rombo de R$ 10 bilhões em 2026, diz Durigan

Especialistas avaliam que a China conseguiu acelerar a implementação ao combinar demanda crescente por processamento de dados, capacidade industrial, experiência em engenharia marítima e apoio governamental.

Impactos ambientais como subaquático

Pesquisadores destacam que o modelo apresenta vantagens ambientais importantes, mas também exige monitoramento constante.

Entre os possíveis efeitos estão alterações localizadas na temperatura da água e impactos sobre sedimentos marinhos durante a instalação e operação das estruturas.

Leia também: Fazenda espera continuidade dos cortes na Selic mas não faz pressão sobre Copom, diz Durigan

Apesar disso, os riscos tendem a ser limitados e podem ser administrados com acompanhamento ambiental adequado ao longo da vida útil do centro de dados subaquático.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Mundo

O que é IPCA? Entenda como funciona o índice que mede a inflação brasileira FGC protege seu investimento? Veja como funciona e quais produtos financeiros entram na regra de proteção Financiamento pode sair mais caro do que parece; entenda o custo real antes de contratar Este é o filme recordista de remakes que entrou para o Guinness Book; veja o alcance Como a Disney usa o esporte para conquistar uma nova geração de fãs; veja a estratégia