Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Primeiro data center subaquático do mundo começa a operar; veja onde
Publicado 09/06/2026 • 17:00 | Atualizado há 3 meses
‘Ato hostil’: Trump ameaça a UE com tarifas devido à proposta de adesão associada do Canadá
Anthropic diz que empresas de IA não podem operar com ‘código de honra’
Fed aprova aumento da taxa de juros e sinaliza mais um aumento previsto para este ano
Canadá é convidado a se tornar primeiro ‘membro associado’ da União Europeia em meio à guerra comercial de Trump
Arábia Saudita diz que houthis atacaram Meca com drone; grupo apoiado pelo Irã rejeita acusação
Publicado 09/06/2026 • 17:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: The Guardian/AFP
Como a China pretende resolver um dos maiores desafios da inteligência artificial
A China colocou em operação o primeiro centro de dados subaquático do mundo, abastecido por energia eólica offshore.
O projeto começou a funcionar em maio na costa de Xangai e faz parte da estratégia do país para atender à crescente demanda energética provocada pela expansão da inteligência artificial, ao mesmo tempo em que busca reduzir o consumo de eletricidade e água.
O novo centro de dados está localizado a mais de 10 quilômetros da costa de Xangai, em uma área próxima à zona tecnológica de Lingang.
De acordo com o The Guardian, a instalação foi construída a cerca de 10 metros abaixo da superfície do mar e recebe energia de um parque eólico offshore instalado na região.
Leia também: Confrontos perto de Trípoli levam Líbia a interromper operação da maior refinaria de petróleo do país
Com capacidade de 24 megawatts, o empreendimento foi desenvolvido por meio de uma parceria entre a HiCloud Technology e a estatal China Communications Construction.
A proposta é aproveitar as condições naturais do ambiente marinho para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência energética.
A água do mar atua como sistema natural de resfriamento dos equipamentos, diminuindo a necessidade de sistemas convencionais de climatização.
Nos centros de dados instalados em terra, uma parcela significativa da eletricidade consumida é destinada ao resfriamento dos servidores, que geram calor continuamente durante o processamento de informações.
Segundo dados divulgados pelas autoridades chinesas, a estrutura submarina de Lingang consome mais de 20% menos energia do que um centro de dados tradicional de porte equivalente.
Leia também: Mercado de trabalho resiliente e petróleo pressionado devem dificultar cortes de juros nos EUA, diz economista
Além da economia de eletricidade, o modelo reduz a necessidade de utilização de água doce, recurso amplamente empregado nos sistemas de refrigeração convencionais, e tem sido alvo de preocupação diante do crescimento acelerado da infraestrutura necessária para a inteligência artificial.
O projeto integra os esforços chineses para ampliar sua capacidade tecnológica em áreas ligadas à inteligência artificial.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCNos últimos anos, o governo do país colocou a IA entre as prioridades estratégicas para o desenvolvimento econômico e industrial.
Dentro desse planejamento, Pequim tem incentivado a construção de novos centros de dados e prometido ampliar o fornecimento de energia limpa para alimentar essa infraestrutura até o fim da década.
Leia também: Impacto da alta no petróleo nos preços de combustíveis no Brasil é da ordem de 20%, diz Durigan
O centro de dados de Lingang recebeu investimento de aproximadamente 1,6 bilhão de yuans, equivalente a cerca de R$ 1,2 bilhão na cotação atual.
Embora a China seja responsável pelo primeiro centro de dados subaquático movido por energia eólica, a ideia de instalar servidores no fundo do mar não é inédita.
Em 2018, a Microsoft realizou testes semelhantes nas águas das Ilhas Orkney, na Escócia. Os resultados apontaram ganhos de eficiência, mas o projeto não avançou para uma expansão comercial de grande escala.
Leia também: Correios podem registrar rombo de R$ 10 bilhões em 2026, diz Durigan
Especialistas avaliam que a China conseguiu acelerar a implementação ao combinar demanda crescente por processamento de dados, capacidade industrial, experiência em engenharia marítima e apoio governamental.
Pesquisadores destacam que o modelo apresenta vantagens ambientais importantes, mas também exige monitoramento constante.
Entre os possíveis efeitos estão alterações localizadas na temperatura da água e impactos sobre sedimentos marinhos durante a instalação e operação das estruturas.
Leia também: Fazenda espera continuidade dos cortes na Selic mas não faz pressão sobre Copom, diz Durigan
Apesar disso, os riscos tendem a ser limitados e podem ser administrados com acompanhamento ambiental adequado ao longo da vida útil do centro de dados subaquático.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Gilmar diz que não se deve expor colegas, mesmo que estejam envolvidos: “Até a máfia tem ética”
2
Quebra de sigilo coloca em xeque notas oficiais de Moraes
3
PLENÁRIO HISTÓRICO: Confira por texto e vídeo o julgamento do STF sobre os casos Mendonça e Moraes
4
Lotofácil da Independência 2026: confira as dezenas sorteadas no concurso de R$ 300 milhões
5
No evento do Iphone Duo protagonista, a Apple apresentou a Siri com um recurso assustador embarcado no Apple Watch