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Primeiro data center subaquático do mundo começa a operar; veja onde
Publicado 09/06/2026 • 17:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 09/06/2026 • 17:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: The Guardian/AFP
Como a China pretende resolver um dos maiores desafios da inteligência artificial
A China colocou em operação o primeiro centro de dados subaquático do mundo, abastecido por energia eólica offshore.
O projeto começou a funcionar em maio na costa de Xangai e faz parte da estratégia do país para atender à crescente demanda energética provocada pela expansão da inteligência artificial, ao mesmo tempo em que busca reduzir o consumo de eletricidade e água.
O novo centro de dados está localizado a mais de 10 quilômetros da costa de Xangai, em uma área próxima à zona tecnológica de Lingang.
De acordo com o The Guardian, a instalação foi construída a cerca de 10 metros abaixo da superfície do mar e recebe energia de um parque eólico offshore instalado na região.
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Com capacidade de 24 megawatts, o empreendimento foi desenvolvido por meio de uma parceria entre a HiCloud Technology e a estatal China Communications Construction.
A proposta é aproveitar as condições naturais do ambiente marinho para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência energética.
A água do mar atua como sistema natural de resfriamento dos equipamentos, diminuindo a necessidade de sistemas convencionais de climatização.
Nos centros de dados instalados em terra, uma parcela significativa da eletricidade consumida é destinada ao resfriamento dos servidores, que geram calor continuamente durante o processamento de informações.
Segundo dados divulgados pelas autoridades chinesas, a estrutura submarina de Lingang consome mais de 20% menos energia do que um centro de dados tradicional de porte equivalente.
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Além da economia de eletricidade, o modelo reduz a necessidade de utilização de água doce, recurso amplamente empregado nos sistemas de refrigeração convencionais, e tem sido alvo de preocupação diante do crescimento acelerado da infraestrutura necessária para a inteligência artificial.
O projeto integra os esforços chineses para ampliar sua capacidade tecnológica em áreas ligadas à inteligência artificial.
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Siga o Times | CNBCNos últimos anos, o governo do país colocou a IA entre as prioridades estratégicas para o desenvolvimento econômico e industrial.
Dentro desse planejamento, Pequim tem incentivado a construção de novos centros de dados e prometido ampliar o fornecimento de energia limpa para alimentar essa infraestrutura até o fim da década.
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O centro de dados de Lingang recebeu investimento de aproximadamente 1,6 bilhão de yuans, equivalente a cerca de R$ 1,2 bilhão na cotação atual.
Embora a China seja responsável pelo primeiro centro de dados subaquático movido por energia eólica, a ideia de instalar servidores no fundo do mar não é inédita.
Em 2018, a Microsoft realizou testes semelhantes nas águas das Ilhas Orkney, na Escócia. Os resultados apontaram ganhos de eficiência, mas o projeto não avançou para uma expansão comercial de grande escala.
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Especialistas avaliam que a China conseguiu acelerar a implementação ao combinar demanda crescente por processamento de dados, capacidade industrial, experiência em engenharia marítima e apoio governamental.
Pesquisadores destacam que o modelo apresenta vantagens ambientais importantes, mas também exige monitoramento constante.
Entre os possíveis efeitos estão alterações localizadas na temperatura da água e impactos sobre sedimentos marinhos durante a instalação e operação das estruturas.
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Apesar disso, os riscos tendem a ser limitados e podem ser administrados com acompanhamento ambiental adequado ao longo da vida útil do centro de dados subaquático.
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