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Economia Brasileira

Correios podem registrar rombo de R$ 10 bilhões em 2026, diz Durigan

Publicado 05/05/2026 • 13:56 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Durigan projetou um rombo de até R$ 10 bilhões nos Correios em 2026 e defendeu reestruturação com cortes e parcerias.
  • O ministro classificou o caso Banco Master como o maior escândalo do sistema financeiro e cobrou rigor nas investigações.
  • Fazenda prometeu neutralidade fiscal diante da guerra e aponta juros e endividamento como fatores de pressão interna.

Foto: Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o resultado negativo dos Correios pode chegar a R$ 10 bilhões em 2026, após um prejuízo de R$ 4 bilhões registrado em 2025. Ele reconheceu a gravidade da situação, mas disse que a nova gestão da estatal apresentou um plano de reestruturação considerado consistente pelo governo.

Segundo o ministro, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, propôs medidas de corte de despesas, aumento de receitas e parcerias, tanto no Brasil quanto no exterior. A estratégia inclui a revisão da cadeia logística e a possibilidade de joint ventures em áreas como armazenamento, entrega de medicamentos e notificações judiciais. A entrevista foi concedida ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

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Durigan ressaltou que a estatal carrega o custo de garantir a universalização do serviço postal, incluindo regiões remotas onde empresas privadas não atuam. Ainda assim, afirmou que não defende estatais deficitárias e que o problema precisa ser enfrentado.

Sobre eventual privatização, disse não ter resistência ideológica, mas ponderou que a medida não é solução automática. Avaliou que concessões e privatizações não devem ser tratadas como “bala de prata”.

Master é o “maior escândalo do sistema financeiro”

Durigan descreveu o caso do Banco Master como “bastante grave” e o classificou como o maior escândalo do sistema financeiro brasileiro. Ele destacou que, embora clientes tenham sido ressarcidos por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o fundo foi impactado e os custos acabaram sendo rateados entre os bancos.

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Para o ministro, não há como minimizar o episódio. Ele afirmou que a responsabilidade primária recai sobre quem acompanhou o processo no Banco Central, desde a autorização de funcionamento até as aprovações de aquisições realizadas entre 2019 e 2024. Também defendeu rigor na aplicação da lei nas investigações em curso.

Governo busca neutralidade fiscal

Ao comentar os efeitos da guerra no Oriente Médio, Durigan afirmou que o governo adotará medidas para mitigar impactos, como eventuais desonerações ou subvenções ligadas aos combustíveis, mas assegurando neutralidade fiscal.

“O Brasil não pode ser sócio da guerra”, disse. Segundo ele, o compromisso é não ampliar nem reduzir o esforço fiscal por causa do conflito, mantendo o orçamento aprovado pelo Congresso.

O ministro afirmou que, diferentemente de outros países, o Brasil não enfrenta desabastecimento e que a alta dos combustíveis está sob controle. Destacou ainda que a Petrobras não segura preços, mas adota política de amortecimento da volatilidade internacional.

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Com base em conversas mantidas nas reuniões do FMI, em Washington, Durigan avaliou que a percepção entre autoridades internacionais é de que o conflito tende a se prolongar, diante da dificuldade de se alcançar um cessar-fogo duradouro.

Endividamento, juros e segurança pressionam percepção sobre o governo

Durigan atribuiu a insatisfação de parte da população com o governo a um conjunto de fatores, entre eles o endividamento das famílias, o nível elevado de juros e a segurança pública. Também mencionou a atuação intensa da oposição nas redes sociais e o que chamou de “gap comunicacional” entre o que viraliza e o que considera ser a realidade.

Ele afirmou perceber aumento da angústia da população com temas como trabalho e conflitos internacionais. O ministro ainda admitiu a possibilidade de uma crise global no horizonte, citando preocupação com a elevada valorização de grandes empresas de tecnologia e o grau de alavancagem concentrado em poucas companhias, o que poderia gerar instabilidade no sistema financeiro.

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BRB é responsabilidade do Distrito Federal

Sobre a situação do Banco de Brasília (BRB), que enfrenta problemas de liquidez e capital após adquirir ativos do Banco Master, Durigan afirmou que se trata de um problema do governo do Distrito Federal.

Ele disse que a União só consideraria algum tipo de intervenção em caso de risco sistêmico reconhecido pelo Banco Central. Fora dessa hipótese, afirmou que não há razão para falar em ajuda do Tesouro ou intervenção especial.

O ministro declarou que o Tesouro não deve comprometer recursos públicos para cobrir um rombo mal explicado e sugeriu que o Fundo Constitucional do Distrito Federal, que recebe recursos da União, pode ser uma alternativa para enfrentar a situação.

Revisão de gastos depois das eleições

Durigan afirmou que não há ambiente político para discutir revisão de gastos às vésperas das eleições. Segundo ele, entre maio e outubro é praticamente inviável aprovar medidas desse tipo no Congresso.

Ele relatou que, no fim de 2024, tentou avançar com propostas ao lado do então ministro Fernando Haddad, mas não obteve sucesso em vários casos. Apesar das dificuldades, classificou o debate sobre despesas públicas como permanente.

O ministro também disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não tomou decisão definitiva sobre a possível redução a zero do imposto de 20% sobre compras internacionais, conhecida como “taxa das blusinhas”.

Ao tratar do endividamento das famílias, mencionou o Novo Desenrola Brasil e afirmou que a dívida no rotativo do cartão de crédito segue elevada. Para ele, a solução passa por regulação e maior transparência ao consumidor, e não pela imposição de limites diretos às taxas de juros.

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